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    18 governadores rebatem publicação de Bolsonaro sobre repasses públicos

    18 governadores rebatem publicação de Bolsonaro sobre repasses públicos
    Foto por REUTERS/Adriano Machado
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 01.03.2021, 14:41:26 Editado em 01.03.2021, 14:44:08
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    Dezoito governadores reagiram nesta segunda-feira (1º) à postagem do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais durante o fim de semana em que ele detalha valores que teria repassado aos estados em 2020.

    "Em meio a uma pandemia de proporção talvez inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o Governo Federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população", escrevem os governadores.

    A postagem, compartilhada por ministros e apoiadores do presidente, incomodou até mesmo governadores alinhados a Jair Bolsonaro como Ronaldo Caiado, de Goiás, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ratinho Júnior, do Paraná. Assinam a nota também os governadores de São Paulo, João Doria, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Maranhão, Flávio Dino.

    Os gestores estaduais esclarecem que os valores apresentados pelo presidente Jair Bolsonaro são repasses obrigatórios previstos na Constituição e abastecem, por meio de impostos pagos pela população, os Fundos de Participação dos Estados e Municípios, Fundeb, SUS e royalties. No total financeiro, os governadores afirmam ainda que foram incluídos valores utilizados para pagamento do auxílio emergencial, "iniciativa do Congresso Nacional", e suspensões de pagamentos de dívida federal por decisão judicial antes da pandemia.

    "Adotando o padrão de comportamento do Presidente da República, caberia aos Estados esclarecer à população que o total dos impostos federais pagos pelos cidadãos e pelas empresas de todos Estados, em 2020, somou R$ 1,479 trilhão. Se os valores totais, conforme postado hoje, somam R$ 837,4 bilhões, pergunta-se: onde foram parar os outros R$ 642 bilhões que cidadãos de cada cidade e cada Estado brasileiro pagaram à União em 2020?", questionam eles.

    Os governadores encerram a nota reforçando a necessidade de adotar medidas mais duras para frear o avanço da Covid-19, iniciativa rechaçada pelo presidente Jair Bolsonaro. "A contenção de aglomerações – preservando ao máximo a atividade econômica, o respeito à ciência e a agilidade na vacinação – constituem o cardápio que deveria estar sendo praticado de forma coordenada pela União na medida em que promove a proteção à vida, o primeiro direito universal de cada ser humano", concluem.

    Veja quem assinou a nota:

    Renan Filho - Governador do Estado do Alagoas

    Waldez Góes - Governador do Estado do Amapá

    Camilo Santana - Governador do Estado do Ceará

    Renato Casagrande - Governador do Estado do Espírito Santo

    Ronaldo Caiado - Governador do Estado de Goiás

    Flávio Dino - Governador do Estado do Maranhão

    Helder Barbalho - Governador do Estado do Pará

    João Azevêdo - Governador do Estado da Paraíba

    Ratinho Júnior - Governador do Estado do Paraná

    Paulo Câmara - Governador do Estado de Pernambuco

    Wellington Dias - Governador do Estado do Piauí

    Cláudio Castro - Governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro

    Fátima Bezerra - Governadora do Estado do Rio Grande do Norte

    Eduardo Leite - Governador do Estado do Rio Grande do Sul

    João Doria - Governador do Estado de São Paulo

    Belivaldo Chagas - Governador do Estado de Sergipe

    Rui Costa - Governador da Bahia

    Mauro Mendes - Governador de Mato Grosso

    Com informações de: CNN

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