Política

Beto Preto não é candidato natural do PT, diz Ênio Verri

Da Redação ·
 Ênio Verri, presidente do PT
fonte: Google - imagem ilustrativa
Ênio Verri, presidente do PT

O deputado estadual Ênio Verri, presidente do PT no Paraná, estará em Apucarana nesta quinta-feira, quando se reúne com militantes do partido na cidade para discutir as eleições do ano que vem. A legenda vive um momento de rupturas e discussões internas visando 2012. Três pré-candidatos a prefeito já se apresentaram para disputar as eleições: o médico Beto Preto, o dentista Waldecir Gava e a sindicalista Marli de Castro. Em entrevista à Tribuna ontem, Ênio Verri afirmou que os militantes do partido em Apucarana deverão chegar a um consenso. Segundo ele, a votação expressiva de Beto Preto nas eleições de 2008, quando o médico obteve mais de 26 mil votos, perdendo para o prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB), não garante a sua candidatura a prefeito nas próximas eleições.

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“Tivemos na eleição passada um candidato a prefeito bem votado, um candidato que está tendo algumas dificuldades internas. Até por isso ele não seria hoje um candidato natural do partido em Apucarana”, afirmou Verri. Segundo o presidente do PT, a prioridade é lançar candidatos próprios na maioria dos municípios paranaenses em 2012. No entanto, ele não descarta a possibilidade de coligações. “Entendemos que a nossa candidatura própria é uma necessidade, mas é claro que tem cidades em que ainda não conseguimos construir esse nome ou que não será possível construir esse nome até a eleição. Apucarana está nesse impasse. De um lado, lançar uma candidatura própria; por outro, construir um leque de alianças, dentro dos partidos que compuseram o apoio à candidatura de Osmar Dias (para o governo do Estado) e de Dilma Rousseff (para a presidência). Esse debate está ocorrendo no partido”, afirma.


Ele citou o PMDB como uma legenda que caminha junto com o PT, mas negou que tenha iniciado conversas com o prefeito João Carlos de Oliveira para uma possível aliança. “Se o partido na cidade tiver interesse em fazer esse debate não tem problema nenhum”, ponderou.

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Ele classificou como naturais as divergências internas do PT. “Como o PT não é um partido que tem cacique, que chega o presidente estadual e manda, é normal que ocorram esses debates profundos. É claro que a gente espera construir dessa vez um diálogo, uma proposta única, isso implica em uma candidatura própria ou uma aliança, que pode ser com o prefeito (João Carlos) ou com outros candidatos que sejam do nosso campo”.


No caso de Beto Preto, segundo Verri, o grande desafio dele é resolver os impasses internos. “Primeiro, a base partidária deve reconhecê-lo como candidato a candidato pelo menos. Isso implica que ele tem de construir um diálogo com a base do partido. Nunca vi e não conheço candidato de um partido que não conversa com a sua base, porque é a base que leva a sua campanha”, assinalou, reconhecendo que o PT estadual não “viu com bons olhos” o apoio dado pelo médico ao governador Beto Richa (PSDB) e outros candidatos tucanos na eleição de 2010.