Política

PR vai indicar senador Blairo Maggi para ocupar Transportes

Da Redação ·

Os líderes das bancadas do PR no Congresso decidiram na tarde desta quinta-feira (7) indicar o senador Blairo Maggi (MT) para comandar o Ministério dos Transportes. Alfredo Nascimento deixou o cargo nesta quarta-feira (6), após denúncias da revista “Veja” de superfaturamento em obras . O nome de Maggi foi definido em um encontro, que teve a presença além do próprio Maggi, do ex-ministro Alfredo Nascimento e dos líderes do PR no Senado, Magno Malta (ES), e na Câmara, Lincoln Portela (MG).

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“O Blairo é o número um da lista do partido. É claro que a decisão é da presidente Dilma, mas os sinais que o governo deu é de que o PR poderia fazer a indicação. E vamos levar para ela [Dilma] o nome do Blairo”, afirmou Portela.
Maggi indicou para a pasta dos Transportes Luís Antônio Pagot, ex-Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), que caiu na esteira da crise envolvendo Nascimento.


Além de indicar o nome de Blairo Maggi para o cargo, os líderes também definiram que o ex-ministro Alfredo Nascimento e o deputado federal Valdemar Costa Neto (SP) não vão participar das negociações com a presidente da República, Dilma Rousseff para a escolha do novo comandante da pasta. Ambos foram citados na reportagem que detalhou um suposto esquema de superfaturamento em obras no ministério.

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Alfredo Nascimento, que reassume nesta quinta a presidência nacional do PR e também a vaga no Senado, chegou a ser confirmado como principal articulador do PR para a escolha do sucessor, logo depois de deixar o cargo. Segundo o líder do PR, a decisão de não atuar nas negociações foi do próprio ex-ministro.


“O Alfredo está muito entristecido. Ele abriu seu sigilo fiscal, bancário e por esses motivos todos achou melhor ficar fora da decisão. Ele não quer participar das indicações, apesar de voltar à presidência do PR e ao Senado. Nem ele nem o Valdemar”, disse Portela.


Nascimento deixou o cargo após reportagem da revista "Veja", que relatou que representantes do PR, partido ao qual pertence o ex-ministro e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

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Segundo Portela, a indicação de Maggi deve ser entregue nos próximos dias para a presidente Dilma Rousseff. “Não temos pressa. O nome do Maggi é o primeiro da lista. A presidente é que vai decidir”, afirmou.


Enquanto o nome do novo ministro não é confirmado, a pasta está sob o comando interino do secretário-executivo Paulo Passo, que também é filiado ao PR, mas não tem o apoio dos líder para se manter no cargo. Ainda quarta-feira, logo após o anúncio da saída de Nascimento, o líder do partido na Câmara traçou o perfil que o partido esperava do novo ministro, “mais político do que técnico”.


"Tem de ser um homem que conheça o ministério dos Transportes, de boas relações com a bancada, com o governo, com a base. Uma pessoa íntegra, sem manchas. Tem de ser técnico também, mas muito mais político que técnico"”, disse o líder do partido, na quarta-feira.

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Mudanças no Ministério dos Transportes
Paulo Sérgio Passos assumiu interinamente nesta quinta a pasta, anteriormente comandada por Alfredo Nascimento, que pediu demissão na tarde de quarta, após denúncias de superfaturamento em obras. A crise se agravou nesta quarta após suspeitas de que o filho do ministro tenha enriquecido ilicitamente em razão do cargo do pai.


De acordo com o Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff deve decidir "nos próximos dias" quem ocupará a pasta em definitivo. Passos ocupava o segundo cargo mais importante da pasta, a secretaria-executiva dos Transportes