Política

Oposição reage à possibilidade de intervenção na Vale

Da Redação ·
A oposição saiu hoje em defesa do presidente da Vale, Roger Agnelli, diante da suposta interferência do governo na empresa. Senadores do DEM e do PSDB e o ex-governador de São Paulo José Serra manifestaram indignação com a suposta intervenção estatal na companhia. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que seu partido exigirá explicações sobre eventuais mudanças no comando da empresa. "Me apavora a ideia do aparelhamento do Estado. Por que mexer num time que vai bem? Pode até mexer, mas eu quero explicações. A posição do DEM é de exigir explicações", declarou. Agripino também anunciou que vai tentar aprovar a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos sobre o assunto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), recomendou ao governo que se quiser trocar o presidente da Vale, que o faça "às claras", na assembleia de acionistas, e "diga qual o motivo por que quer fazer essa troca". "O governo, a partir do momento que faz uma intervenção branca na Vale, também pode se invocar no direito de tentar fazer uma "cubanização" ou uma "venezuelização" branca da economia brasileira. Ou seja, é algo absurdamente inaceitável", concluiu o líder democrata. Em visita ao Senado, José Serra (PSDB) acusou a "burguesia do Estado petista" de se expandir para "aparelhar a maior empresa privada do País". Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo informou que Mantega pedirá ao Bradesco a saída do executivo do cargo de presidente da Vale. O banco é um dos maiores acionistas da mineradora, por meio da Bradespar. O governo também tem participação significativa na companhia por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de fundos de pensão como o Previ, do Banco do Brasil.
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