Política

Governador anuncia criação da Agência Paraná Desenvolvimento e do Instituto de Defesa Sanitária

Da Redação ·

O governador Beto Richa anunciou nesta quarta-feira (9), durante o Show Rural, em Cascavel, que nos próximos dias serão encaminhados para a Assembleia Legislativa os projetos para a criação da Agência Paraná Desenvolvimento e do Instituto de Defesa Sanitária. Richa disse que as duas novas estruturas são parte do conjunto de ações que o governo está fazendo para fomentar a produção no Paraná.

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A Agência Paraná Desenvolvimento foi proposta pelas entidades do setor agropecuário para desenvolver o agronegócio. "Era uma ideia tão boa que decidimos ampliar a área de abrangência, para contribuir com outros setores produtivos do Estado do Paraná", disse Richa. O Instituto de Defesa Sanitária também é um compromisso assumido com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e demais entidades do setor, de novamente tornar o Paraná área livre da febre aftosa, sem vacinação. Richa disse que o governo pode ajudar muito no foment

o à produção por meio do investimento na infraestrutura e logística do estado, que hoje traz grandes prejuízos ao setor produtivo, notadamente na área da agricultura e pecuária. O governador disse que o governo vai investir na melhoria das rodovias e já foram iniciadas as conversações com as concessionárias de rodovias pedagiadas. "Estamos num momento de negociações, achando propostas e uma equação para atender aos interesses do estado do Paraná, com tarifas mais acessíveis e a retomada dos investimentos nas rodovias, com duplicações e terceiras faixas, para segurança dos usuários", disse Richa, que destacou a necessidade de duplicar o trecho Cascavel a Medianeira da BR 277.

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Na próxima quarta-feira (16), Richa e o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, terão audiência com o ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, e o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, para discutir um projeto para construir em parceria um ramal ferroviário entre Cascavel e Dourados, no estado vizinho. "É mais um importante avanço para o setor agropecuário, que sem dúvida nenhuma vai ser uma importante conquista de interesse desse segmento", afirmou.

O projeto prevê a interligação da Ferrovia do Pantanal - como continuação da Ferrovia Norte-Sul - com a Ferroeste, no Paraná, até o Porto de Paranaguá, por onde o deverá ser escoada toda a produção de grãos, açúcar e álcool do centro-oeste do país para exportação. O ramal ferroviário de 350 km poderá receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento e de parcerias público-privadas nos dois estados.

O governador informou que vai investir na melhoria de aeroportos e que já está em estudo a construção de um aeroporto regional em Cascavel, além de obras no aeroporto existente hoje. Também o Porto de Paranaguá já está recebendo investimentos, como a dragagem dos berços de atracação, concluída nesta semana. O terminal receberá ainda dragagem de manutenção dos canais de acesso e modernização de equipamentos, ampliação do cais e um terminal de passageiros.

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"Tudo isso deveria ter acontecido há muito tempo. Então vamos ter que trabalhar para recuperar o tempo perdido no Paraná", disse. "O estado ficou marcando passo enquanto o Brasil cresceu, a economia mundial cresceu e o Paraná não aproveitou todas essas oportunidades para surfar na grande onda favorável", afirmou.

Outras medidas que beneficiarão a agricultura são a melhoria das estradas rurais, com 60 patrulhas mecanizadas, para atender agricultores e as prefeituras, facilitando o transporte escolar e a mobilidade de quem vive no campo, e a reestruturação da área de assistência técnica ao produtor. "A Emater vai voltar a ter número suficiente de técnicos para o assessoramento e acompanhamento dos produtores rurais", disse.

FAZENDA Universidades estaduais recebem R$ 6 milhões em recursos atrasados

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O Governo do Paraná liberou nesta quinta-feira (8) o pagamento de R$ 6 milhões devidos a cinco universidades estaduais desde outubro de 2010. Os recursos são destinados ao custeio administrativo das entidades e estão sendo pagos com dinheiro arrecadado em 2011, como mais uma medida para atender o compromisso do governador Beto Richa de resgatar o equilíbrio fiscal e financeiro do Paraná.

"O atraso dos repasses é injustificável e impõe dificuldades à desejada eficiência da gestão do dinheiro do povo do Paraná", afirmou o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. "É imprescindível manter em dia os pagamentos devidos às instituições públicas de ensino superior do estado para que não fiquem inadimplentes perante seus credores", disse Hauly. Os recursos para custeio prestam-se à manutenção de todas as atividades universitárias, incluindo o pagamento de telefones, energia elétrica, material de consumo e combustível, entre outras despesas.

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VALORES REPASSADOS ÀS UNIVERSIDADES ESTADUAIS Universidade Estadual de Londrina (UEL) - R$ 1,6 milhão Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) - R$ 621,8 mil Universidade Estadual de Maringá (UEM) - R$ 1,3 milhão Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (UNICENTRO) - R$ 764,6 mil Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - R$ 1,7 milhão

ENERGIA Copel retoma negociações para participar da construção da Usina Baixo Iguaçu

O governador Beto Richa autorizou a diretoria da Copel a retomar negociações para que a estatal participe da construção e operação da Usina Baixo Iguaçu. O investimento previsto no projeto é de R$ 1,5 bilhão e a capacidade de geração é de 350 megawatts de energia. De acordo com o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, a orientação do governador é para que a companhia volte a investir em bons projetos de geração de energia. "O governador entende que não podemos desperdiçar oportunidades de investimentos que vão ajudar a fortalecer a participação da Copel e do Paraná no mercado de energia do País", destacou.

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Zimmer disse que a Copel pode participar do projeto, da operação e das obras da hidrelétrica. "Temos capacidade técnica na construção e operação de usinas e conhecemos todas as características do Iguaçu. Essa expertise é fundamental para um projeto como o da nova hidrelétrica", avaliou o presidente da estatal paranaense de energia.

A hidrelétrica Baixo Iguaçu foi leiloada pela Aneel em 30 de setembro de 2008 e arrematado pela Neoenergia, empresa que tem como sócias a Iberdrola, de capital espanhol, a Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil) e o Banco do Brasil.

A usina é a sexta e última hidrelétrica a ser construída no rio Iguaçu. As obras devem começar logo após o equacionamento das questões ambientais. "Vamos avaliar com muito critério e responsabilidade a possibilidade de participarmos do empreendimento", declarou Zimmer. "Ninguém estudou tanto o rio Iguaçu quanto a Copel. Creio que uma eventual participação nossa pode agregar grande economicidade ao empreendimento", afirmou.

Segundo Zimmer, além do conhecimento que a companhia detém sobre o rio outro fator relevante é a possível sinergia decorrente do aproveitamento das estruturas de operação e de manutenção que já estão instaladas pela Copel na calha do Iguaçu. Localização - Baixo Iguaçu ficará localizada no trecho final do rio Iguaçu

entre os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques, a 15 quilômetros da usina governador José Richa (Salto Caxias), uma das três hidrelétricas controladas pela Copel no rio Iguaçu. As outras unidades da companhia são a Usina governador Bento Munhoz da Rocha (Foz do Areia) e a Usina governador Ney Braga (Salto Segredo). No rio também estão instaladas outras duas geradoras: Salto Santiago e Salto Osório, administradas pela Tractebel.