Política

Vereadores ouvem TCCC sobre falhas em Apucarana

Da Redação ·
 Vereadores e representantes da Transporte Coletivo Cidade Canção
fonte: Divulgação
Vereadores e representantes da Transporte Coletivo Cidade Canção

Por solicitação da vereadora Lucimar Scarpelini (PP), diretores da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), que assumiu a administração da Viação Apucarana Ltda (VAL), estiveram na quarta-feira na Câmara. Roberto Jacomelli, diretor executivo, e Nivaldo Bertazzo, gerente da empresa em Apucarana, responderam a vários questionamentos feitos pelos vereadores, entre eles por que a empresa resolveu investir em Apucarana antes de conquistar a praça através de um processo licitatório, que ainda está em andamento na Prefeitura.

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“Não temos nenhuma garantia de que vamos vencer a licitação. A única coisa que o prefeito João Carlos de Oliveira nos garantiu foi sua anuência para a transferência contratual”, afirmou Jacomelli. Segundo ele, porém, a TCCC acredita que tem boas chances de vencer a licitação, pois tem estrutura e tradição de mais de 50 anos no setor. “O grupo tem capacidade técnica e financeira para participar de qualquer concorrência no Brasil e tudo dentro de total transparência”, disse Jacomelli.


Lucimar lembrou que muitas pessoas estão reclamando da superlotação nos veículos, especialmente nos micro-ônibus. O diretor executivo ressaltou que eles foram colocados nas linhas que apresentavam menor volume de passageiros, mas admitiu que a seleção dessas linhas ocorreu de forma improvisada. Segundo ele, a Prefeitura está preparando um estudo técnico sobre a demanda. O documento vai nortear o processo de licitação.

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“Nós acreditamos que a partir desse estudo será possível aprimorar o trabalho. É perfeitamente cabível a presença do micro-ônibus em algumas linhas. No começo as pessoas estranham, pois estavam acostumadas com o espaço de um ônibus maior e, muitas vezes, quase vazio”, argumentou Jacomelli, lembrando que em Maringá o processo também foi semelhante.


Os vereadores também demonstraram preocupação quanto à demissão em massa de cobradores, uma vez que a empresa opta pela catraca eletrônica. Jacomelli informou que a idéia é aproveitar o maior número possível de cobradores como motoristas, mecânicos e em outras vagas. “Precisamos de mão-de-obra, falta gente com qualificação. Para aqueles que não se enquadrarem, há também um plano de demissão voluntária”, acrescentou.