Política

"Todas as denúncias foram corrigidas", diz Sarney

Da Redação ·
 Gestão de Sarney em 2010 foi assolada pela onda de 'atos secretos'
fonte: Divulgação
Gestão de Sarney em 2010 foi assolada pela onda de 'atos secretos'

Prestes a ser reeleito para comandar o Senado pela quarta vez, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta segunda-feira (31) que todas as denúncias de irregularidades registradas durante sua atual gestão “foram corrigidas”. Ele disse ainda que está preparado para lidar com “uma imprensa que sempre é questionadora”.  

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“Nós temos uma imprensa que sempre é questionadora, de maneira que esta é uma Casa colegiada e isso [denúncias publicadas na mídia] até serve de colaboração, porque nós procuramos corrigir aquilo que realmente possa parecer errado, como aconteceu da outra vez [atual gestão], que todas as denúncias foram corrigidas e hoje nós estamos com o Senado perfeitamente ajustado”, afirmou Sarney ao deixar o Senado nesta segunda.  

O peemedebista irá completar 81 anos em abril e chegou a afirmar, em outras entrevistas, que seria um sacrifício assumir o comando do Senado pela quarta vez. Nesta segunda, ele voltou a explicar o porquê de disputar a reeleição: “Não tive outra solução, porque há unidade do partido e o consenso da Casa também nesse sentido [de apoiá-lo na reeleição]. Só me restava aceitar e prestar mais esse serviço ao Senado e ao país.”  

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Ainda comentando o momento de crise que viveu em 2009, quando uma enxurrada de denúncias envolvendo irregularidades no Senado e favorecimento de apadrinhados políticos atingiu sua gestão, Sarney disse que a reforma administrativa na Casa foi concluída.  

“A reforma administrativa foi realizada e depende agora só de implantação e a votação pelo plenário. Mas a grande parte da reforma foi realizada, que foi essa parte relativa à carreira dos funcionários, que hoje está perfeitamente organizada, regulamos o problema de horas extras, o problema de passagens. O plano de carreira votado, extinguimos 1,5 mil funções gratificadas, extinguimos 500 cargos, fizemos concurso e preenchemos, fizemos o plano de reformulação da Casa que foi concluído e enviado para a Comissão de Constituição e Justiça”, disse Sarney.  

Adversário Sobre a possibilidade de o PSOL também apresentar um candidato para disputar a presidência do Senado, Sarney se mostrou tranquilo: “É um direito que têm os partidos e nós não podemos interferir na vontade dos partidos.” O processo de escolha do novo comando do Senado, segundo o peemedebista, transcorre com “normalidade absoluta”: “Os outros partidos estão se movimentando para escolher os lugares na mesa e o processo está sendo como sempre de normalidade absoluta nesse momento.”  

Nesta terça-feira (1), o Senado dá posse a 54 senadores eleitos em outubro de 2010 e elege os cargos da nova mesa diretora da Casa. Na quarta (2), o novo Congresso retoma os trabalhos para 2011.