Política

'Possibilidade de Alencar deixar a UTI ainda hoje é real', diz médico

Da Redação ·
 O vice José Alencar na UTI do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo
fonte: Ricardo Stuckert / Presidência
O vice José Alencar na UTI do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo

O médico Paulo Hoff, que integra a equipe que acompanha José Alencar, disse que o vice-presidente pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês ainda nesta quarta-feira (29). "Não há indícios de novo sangramento depois do procedimento realizado ontem [terça-feira]. Estamos bastante felizes com isso e, se ele continuar com essa evolução, a possibilidade de ele deixar a UTI ainda hoje é real."
 

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Hoff explicou as razões médicas para que Alencar não possa viajar de avião. "A pressurização do avião pode colaborar para um novo sangramento. Este é um momento cívico muito importante para o país e principalmente para ele. A vontade de estar na posse é perfeitamente compreensível, mas o mais importante que estar lá é ele estar bem. Ele tem essa consciência."
 

O médico disse ainda que, se Alencar seguir com a melhora do quadro clínico, poderá retomar o tratamento contra o câncer na próxima semana. "Ele precisa estar bem cicatrizado da cirurgia da semana passada. Se isso acontecer, poderemos retomar o tratamento quimioterápico", afirmou Hoff.
 

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Segundo o médico, o procedimento realizado em Alencar nesta terça-feira (28) também é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "É um procedimento caro, bastante tecnológico e sofisticado, mas que também é feito, por exemplo, no Hospital das Clínicas, pelo SUS."
 

Visitas

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT-SP), visitou o vice-presidente José Alencar nesta quarta-feira (29) e disse que ele está bem-humorado. "Fiquei 15 minutos com ele. Apesar de parecer fraquinho, os familiares me disseram que ele está bem melhor do que ontem [terça-feira]. Ele está passando confiança, muita paz, está falante e com o bom humor de sempre."
 

O deputado federal José Genoino (PT-SP) visitou Alencar na segunda-feira (27) e disse que o vice-presidente “demonstrou confiança e está animado". "O que mais me impressiona é a lucidez dele. O Alencar disse que ‘se minha hora chegar chegou, se não chegar, não é dessa vez", afirmou.
 

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Genoino disse ter conversado sobre o governo com Alencar e a mulher do vice-presidente, Marisa, e também sobre os planos dele descer a rampa do Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a transmissão do cargo à presidente eleita, Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro, em Brasília.
 

No domingo (26), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, visitou Alencar por cerca de meia hora e se disse "esperançoso" sobre a presença do vice na posse. "Ele quer concluir a missão dele [participar da posse] e acho que ele tem condições porque está se recuperando", disse Mantega.


Na quinta (23), Alencar recebeu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita Dilma Rousseff. "Espero estar lá [na posse], e que os médicos me liberem para tomar um golinho", teria dito Alencar para Lula e Dilma, de acordo com a assessoria do hospital.
 

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), visitou o vice-presidente na sexta-feira (24). "Eu o encontrei muito bem disposto, conversando. Não queria deixar a gente sair do quarto da UTI onde está internado", disse Kassab, que estava acompanhado do vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM).
 

Os médicos Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho praticamente descartaram, nesta semana, a possibilidade de José Alencar acompanhar a posse da presidente eleita Dilma Roussef.
 

Histórico médico


O vice-presidente está internado desde quarta-feira (22) por causa de uma hemorragia intensa, o que o levou a perder dois litros de sangue. O vice-presidente luta contra um câncer na região do abdome e já passou por 18 cirurgias. Em julho de 2009, foi submetido a uma operação motivada por uma obstrução intestinal causada por tumores abdominais.
 

Em setembro deste ano, o vice-presidente foi internado no mesmo hospital em razão de um edema agudo de pulmão. Em julho, por causa de uma crise de hipertensão, ficou hospitalizado e passou por um cateterismo. Em novembro, durante outro período de internação, sofreu um infarto.