Política

Apucarana passará a contar com 19 vereadores em 2013

Da Redação ·
 Câmara de Apucarana tem atualmente 11 cadeiras
fonte: Delair Garcia
Câmara de Apucarana tem atualmente 11 cadeiras

Nas eleições de 2012, os eleitores de Apucarana vão escolher 19 vereadores no município. A ampliação do número de cadeiras - hoje são 11- é fruto da Emenda Constitucional nº 58, aprovada pela Câmara dos Deputados em 23 de setembro de 2009, que redistribui a quantidade de vagas nas Câmaras de acordo com a população.

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A definição do número de cadeiras para Apucarana ocorreu nesta semana, com a conclusão do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no município. Apucarana fechou o levantamento com 120.884 moradores e passou a se enquadrar no limite de 19 vereadores, previstos para os municípios entre 120 mil e 160 mil habitantes.


Ao longo dos anos, a composição da Câmara de Apucarana sofreu algumas alterações, em virtude de diferentes interpretações relativas à representatividade do Legislativo de acordo com a população. Nas legislaturas de 1993-1996 e 1997-2000, Apucarana contava com 17 vereadores. Em 2001, assumiram novamente 17 representantes na Câmara, mas em 2002 o número de cadeiras no município pulou para 19, após uma ação impetrada na Justiça pelos então vereadores eleitos Petrônio Cardoso e João Aparecido Michelin, que pediram a reformulação do cálculo de cadeiras de acordo com os habitantes e obtiveram o direito de assumir. Na legislatura 2005-2008, uma nova decisão reduziu para 11 vagas em Apucarana, composição que foi mantida na atual (2009-2012).

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O vereador Mauro Bertoli (PTB), presidente da Câmara de Apucarana, comemora a ampliação de cadeiras no Legislativo. Segundo ele, o aumento garantirá mais representatividade para os habitantes. “Acredito que o debate será maior em prol de assuntos de interesse da comunidade”, assinala.


Bertoli afirma, no entanto, que essa alteração no quadro de vereadores representará um desafio para o futuro presidente da Câmara, que será eleito em 2011. Ele terá de ampliar a estrutura física do Legislativo, com a construção de mais oito gabinetes, sem contar a necessidade de ampliar o plenário, que vem se mostrando pequeno demais, como foi comprovado na audiência pública sobre a penitenciária.


Em relação aos gastos, ele afirma que não haverá aumento de despesas, já que o repasse do duodécimo, que toma como base a arrecadação municipal, não sofrerá mudanças com a ampliação de cadeiras.