Política

Aécio Neves descarta presidência do Senado

Da Redação ·
 Aécio Neves
fonte: googleimagens.com
Aécio Neves

O senador eleito Aécio Neves negou, por meio de nota, qualquer articulação que visaria a eventual candidatura à presidência do Senado. O ex-governador de Minas garantiu que não pretende presidir a Casa neste mandato em respeito ao critério de proporcionalidade, que preconiza que as forças partidárias majoritárias devem presidir a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Ao longo da semana passada, políticos e comentaristas especularam que o partido de Aécio Neves, o PSDB, somaria forças com PSB, DEM, PP e PC do B para bater chapa com o bloco PMDB-PT, que elegeu o maior número de parlamentares.

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Na nota, a assessoria de imprensa de Aécio o descola de qualquer movimento neste sentido.

- Informamos ser totalmente falsa a afirmação de que o ex-governador Aécio Neves estaria promovendo articulações com aliados do governo federal para presidir o Senado. O senador eleito já manifestou publicamente a sua posição favorável ao critério da proporcionalidade das forças políticas para definição do comando da Câmara dos Deputados e do Senado. Foi inclusive por esse critério que ele foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, já que, na época, o PSDB fazia parte do bloco majoritário naquela Casa Legislativa.

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O governador reeleito do Ceará, Cid Gomes, foi quem sugeriu, na semana passada, que o ex-governador de Minas fosse candidato a presidência do Senado com o apoio do governo federal. Para ele, seria um gesto da presidente eleita Dilma Rousseff, no sentido de abrir diálogo com a oposição. Também seria uma maneira de conter a força de PMDB e PT – siglas com maior representatividade. O PT, na Câmara, aumentou o número de parlamentares eleitos para a próxima legislatura, na comparação com a atual. Passou de 83 para 88. E, no Senado, de 11 para 13. Já o PMDB tem 89 deputados e passará a ter 79. No Senado manteve 20 cadeiras.

Aécio Neves é considerado um político com bom trânsito em todos os partidos. Sua capacidade de negociação e seus vários aliados poderiam lhe dar força para ser um candidato forte. Da bancada mineira no Senado Aécio é responsável, em grande parte, pela eleição de Itamar Franco (PPS) e Elizeu Rezende (DEM), o que lhe garante apoio incondicional de dois parlamentares de partidos diferentes.

O senador Hélio Costa (PMDB), candidato derrotado ao governo de Minas, classificou como “hilariante” a possibilidade de uma articulação que levasse um nome da oposição à cadeira de presidente do Senado. Sem citar Aécio Neves, ele descartou a hipótese do bloco majoritário abrir mão da presidência da Casa para “premiar um tucano anti-Dilma”.

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Até o final do ano, o presidente do Senado será José Sarney (PMDB). Pelo regimento interno ele pode disputar a reeleição. No entanto, outros nomes do próprio PMDB já foram ventilados como possíveis sucessores de Sarney em 2011. Entre os cotados está Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia, que teria o aval de Sarney. O atual presidente do Senado foi quem indicou Lobão para a pasta de Minas e Energia.

Outro nome peemedebista especulado para assumir a cadeira de presidente do Senado é de Eunício Oliveira, que tomará posse em janeiro.

As eleições para a presidência do Senado são feitas em votação secreta e para se eleger é necessário a maioria dos votos. O Senado tem 81 parlamentares. O critério de proporcionalidade gerou polêmica na última eleição para presidente da Casa. Como o PMDB tinha a maior bancada tanto na Câmara como Senado, fechou um pacto com o PT para ter o presidente da Câmara e apoiar o nome pestista para o Senado. O PT cumpriu o acordo e ajudou a eleger Michel Temer (PMDB) na Câmara, mas o PMDB não fez o combinado e lançou Sarney para a disputa contra Tião Viana (PT). Com isso, o PMDB ficou com a presidência das duas Casas.