Política

Afif comenta pesquisas: "Acabou o favoritismo"

Da Redação ·

Em evento com correligionários do PSC, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e seu vice, Guilherme Afif Domingos (DEM), comemoraram os números da pesquisa Datafolha divulgada hoje (15), que mostram que a diferença entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e o tucano José Serra caiu um ponto. "Acabou aquele favoritismo", disse Afif. No encontro, a palavra de ordem foi trabalhar para a eleição de Serra.

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Em um hotel na zona norte de São Paulo, Alckmin pediu o apoio dos militantes do partido - que fizeram parte de sua coligação - na campanha presidencial. "O Serra tem condições de ganhar essa eleição", apostou o governador eleito. Para Alckmin, as próximas duas semanas serão decisivas e os eleitores da senadora Marina Silva (PV-AC) vão migrar em sua maioria para Serra. "Tenho a impressão de que o voto para a Marina é majoritariamente para o Serra", avaliou.

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Alckmin acredita no crescimento de Serra, principalmente em São Paulo, e nos próximos dias se dedicará à campanha do presidenciável em viagens pelo País. "Nós precisamos estar mais perto da população que mais necessita", justificou.

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Durante o evento, um dos nomes mais mencionados foi o do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, que não compareceu por estar em reuniões com o PV no Rio de Janeiro. Airton Sandoval (PMDB), seu suplente, foi recebido pelos correligionários como "futuro senador". "Se Deus quiser o Serra será presidente, o Aloysio ministro e o Airton senador", disse Gilberto Nascimento, presidente estadual do PSC. "Para nossa felicidade, você (Sandoval) vai ser nosso senador sim", completou Afif.

Mais comedido, Alckmin alertou aos correligionários de que o momento não era de comemoração e sim de "ação e união". "Cada coisa no seu tempo. Agora é trabalhar para ajudar o Serra. Não tem essa história de ministério, não tem nada disso", desconversou.

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Assim como no evento com professores nesta tarde, no encontro de Alckmin com líderes do PSC foi distribuído o santinho de José Serra em que diz "Jesus é a verdade e a justiça". "Não vejo problema em ter essa frase. É uma mensagem que fala de valores", afirmou Alckmin.