Política

Na TV, Serra nega que fará privatizações

Da Redação ·
Serra e Dilma disputam o 2º turno para a Presidência da República
fonte: Agências
Serra e Dilma disputam o 2º turno para a Presidência da República

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveitou os mais recentes programas no horário eleitoral gratuito da TV para mostrar imagens do debate presidencial realizado nesta semana pela TV Bandeirantes, evento que não havia sido explorado na inserção partidária exibida à tarde. No debate, o tucano enfatizou que não vai fazer "privatização nenhuma" e que é contra a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil. Já a candidata Dilma Rousseff (PT) repetiu a propaganda do início da tarde.

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Na edição de trechos do debate, a campanha tucana destacou a reação de Serra a afirmações de Dilma associando o candidato ao governo Fernando Henrique Cardoso, que privatizou várias empresas estatais. "O PT vendeu ações do Banco do Brasil na Bolsa de Nova York e aumentou a participação do capital privado no Banco do Brasil", afirmou Serra. "O presidente Lula e a Dilma Rousseff privatizaram dois bancos durante sua gestão, no Ceará e no Maranhão. O PT privatizou saneamento em pelo menos duas cidades próximas que eu conheço: Ribeirão Preto e Mauá. Eu não vou fazer privatização nenhuma. Eu tenho cabeça própria. Eu vou fortalecer os Correios, como eu vou fortalecer a Petrobras, como vou fortalecer o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal. Vou fortalecer o BNDES, que eu já fortaleci no passado através da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Eu vou fortalecer a Petrobras."

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O programa de Dilma repetiu à noite os mesmos trechos do debate apresentados à tarde. A petista, por exemplo, associou o ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e principal assessor da área de energia da campanha de Serra, David Zylberztajn, a uma posição favorável à privatização das reservas de petróleo do pré-sal.

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O programa de Serra também separou trecho do debate em que o candidato apresenta medidas que tomará se for eleito. "Vou fazer mais: um mínimo de R$ 600 e reajuste do INSS para 10%, o dobro do que quer o atual governo", afirmou.

Serra também mostrou o apoio que está recebendo do senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e dos governadores eleitos no primeiro turno por seu partido Geraldo Alckmin (SP), Beto Richa (PR) e Antonio Anastasia (MG), além de Raimundo Colombo, eleito em Santa Catarina pelo DEM.

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A campanha tucana avaliou que Dilma atacou a mulher do tucano, Mônica Serra. No programa do PT, Dilma, ao falar no debate sobre a questão da descriminalização do aborto, reclama dos ataques e calúnias que diz estar recebendo da campanha de seu adversário. Ela disse no debate que Serra estaria promovendo uma "campanha do ódio", pretendendo atingi-la com calúnias, mentiras e difamações. Ela disse que não era certo a esposa do candidato ter dito que "a Dilma é a favor da morte de criancinhas." Ela destacou que o comentário é um "absurdo" e faz parte de uma campanha que usa algo que o Brasil não tem, que é o ódio. "Esse país não tem ódio religioso, não tem ódio étnico e não tem ódio cultural. Então, eu repudio essa campanha que está sendo feita", disse.

O programa de Dilma também mostrou quem apoia a candidatura petista à Presidência da República e afirmou que a candidata tem o apoio político de 350 dos 513 deputados federais. No Senado, diz o programa de Dilma, ela terá o apoio de 50 dos 81 senadores e, dentre os 18 governadores eleitos no primeiro turno, o programa da petista afirma que 11 estão com ela. Apareceram no programa os governadores Cid Gomes (PSB-CE); Eduardo Campos (PSB-PE); Jaques Wagner (PT-BA); Tarso Genro (PT-RS); Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES).