Política

Recesso na Câmara será mantido até final do 2º turno

Da Redação ·
 Plenário da Câmara vazio durante o esforço concentrado em agosto, após o fim do recesso parlamentar
fonte: Eduardo Bresciani/G1
Plenário da Câmara vazio durante o esforço concentrado em agosto, após o fim do recesso parlamentar

Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados decidiram, em reunião realizada na tarde desta terça-feira (5), manter o “recesso branco” na Casa até o final do segundo turno, no dia 31 de outubro. A reunião foi comandada pelo deputado Marco Maia (PT-RS), primeiro vice-presidente da Câmara.

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“Fizemos uma reunião de líderes agora à tarde e foi unânime entre as lideranças a decisão de manter as sessões de debates sem a ordem do dia, sem as deliberações”, anunciou Maia.

De acordo com ele, existem três motivos para não se realizar mais votações. O primeiro é que não haveria nada “relevante” para ser votado. O segundo é a falta de acordo entre os líderes sobre uma pauta de votações. O terceiro motivo é a própria campanha no segundo turno, que dificultaria a presença de deputados em Brasília.

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Os deputados não votam nada desde julho, quando entraram em recesso de meio de ano. No início de agosto, os parlamentares haviam marcado um esforço concentrado para tentar votar matérias importantes, mas a iniciativa fracassou por falta de quórum e de acordo político.

Em meados de agosto, depois que manifestantes invadiram o Salão Verde da Câmara, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), que concorre à vice-Presidência na chapa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, anunciou que as sessões só seriam retomadas após as eleições.

Com a decisão desta tarde, os trabalhos na Câmara só serão retomados em novembro. Com isso, mais uma medida provisória perderá validade –que abre crédito extraordinário para os ministérios da Integração Nacional e da Educação. Nesse caso, será editado um decreto legislativo para validar as ações que foram feitas com base na MP.