Política

Richa inicia transição e promete empenho por José Serra

Da Redação ·
 Segundo ele, as prioridades para o início de governo são colocar a casa em ordem
fonte: Divulgação
Segundo ele, as prioridades para o início de governo são colocar a casa em ordem

No primeiro dia útil como governador eleito, Beto Richa (PSDB) anunciou ontem o início da transição no governo e prometeu empenho para alavancar a votação do presidenciável tucano, José Serra (PSDB), que disputa o segundo turno com a petista Dilma Rousseff. Richa deve fazer um giro pelas principais cidades do interior do Estado, como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, para agradecer a votação e também já deflagrar o esforço pró-Serra. “Vou governar indistintamente para todos os municípios do Paraná. Vou estar no interior, como fiz na capital, um governo próximo das pessoas, para que elas opinem sobre seu futuro”, disse. “Londrina, que foi esquecida e abandonada durante muito tempo, principalmente nas áreas de segurança e saúde pública, que precisamos resolver urgentemente, contratando policiais, médicos, equipamentos. O mesmo vale para Ponta Grossa”, afirmou.
 

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O governador eleito disse que vai entrar “de corpo e alma” no segundo turno da campanha de Serra para a Presidência. No Paraná, o tucano bateu Dilma Rousseff, ficando com 43,94% dos votos válidos, contra 38,94% da petista. “É muito mais do que uma questão política ou partidária. É uma questão de patriotismo, de defender o Brasil”, disse Richa, que deverá ir a São Paulo nos próximos dias para uma reunião onde será discutida a estratégia de atuação. “Vamos colocar na Presidência do Brasil uma pessoa competente, capacitada, que já foi testada e aprovada em vários cargos públicos. E acima de tudo para agir com ética e decência”, explicou.

O tucano também deu o tom do que deve ser a linha de campanha de Serra no segundo turno. “Chega de tantas denúncias, escândalos, desvios de conduta, corrupção, de traição à confiança do povo. E sempre próximo do poder, do primeiro escalão, pela segunda vez na Casa Civil, o ministério mais próximo do presidente”, afirmou.
 

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Equipe — Richa disse que já teve um contato com o governador Orlando Pessuti para estabelecer as duas equipes que irão cuidar da transição de governo. O governador eleito disse que vai governar com a coligação, mas que ainda não tem nenhum nome para ser anunciado, exceto para a Educação, que será o próprio vice-governador Flávio Arns, anunciado durante a campanha eleitoral. “Todos os partidos tem bons quadros e pessoas competentes, preparadas para exercer funções. Eu vou ouvir as propostas e vamos decidir com calma. Vou implantar um contrato de gestão, com metas claras para cada secretário cumprir”, disse.
 

Sobre os pedidos de impugnação de pesquisas de intenção de voto, que causaram polêmica durante a campanha, o governador eleito disse os erros das pesquisas atrapalham mais a democracia do que a falta de divulgação. “As pesquisas podem ter mudado os resultados da eleição em 2006 e temos vários casos parecidos, como o Rubens Bueno, ao meu lado, que já foi prejudicado. É preciso haver uma discussão séria sobre se os institutos contribuem ou não para a democracia”, afirmou.

O tucano afirmou que, como filho do ex-governador José Richa, tem uma grande responsabilidade em não errar e em honrar o nome do pai, que por onde passa é elogiado como exemplo de ética, de transparência, de democracia. Também disse que procurará ter uma relação democrática com os novos senadores eleitos e com a Assembleia Legislativa. A coligação que o apoia elegeu 26 dos 54 deputados estaduais, mas Richa não deve ter problemas para compor a maioria, jé que muitos parlamentares que disputaram a eleição pela coligação que apoiou Osmar Dias (PDT) apoiaram o tucano. “Vamos ter uma relação de respeito com a Assembleia, pela independência desse poder, e igualmente em relação ao Senado”, afirmou.
 

Segundo ele, as prioridades para o início de governo são colocar a casa em ordem. “Temos a saúde pública preocupante e a segurança caótica. Precisamos aumentar o efetivo policial, contratar médicos, equipamentos para hospitais regionais e vamos levar boas práticas da prefeitura de Curitiba”, afirmou. “Vamos melhorar o gasto público, fechar as torneiras do desperdício, dar um choque de gestão”, disse Richa, acenando para um corte de gastos e enxugamento da máquina como forma de liberar recursos para investimentos.