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Delegado teme interferência do governo na Polícia Federal

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WÁLTER NUNES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O delegado Edvandir Felix de Paiva assumiu a presidência da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) no primeiro dia de dezembro passado e não demorou a conviver com crises.

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Fernando Segovia foi exonerado do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, posto assumido por Rogério Galloro. Além disso, a PF, antes vinculada ao Ministério da Justiça, hoje está atrelada ao recém-criado Ministério da Segurança Pública.

Felix de Paiva ressalta que o escopo de atuação da PF vai muito além da área da segurança pública.

"A PF é um órgão com vocação para fazer investigações de corrupção, de crimes de colarinho branco, das grandes organizações criminosas. Então a gente fica com a preocupação que esse orçamento da Polícia Federal seja direcionado só para as situações mais ligadas à segurança pública e o lado do combate à corrupção e ao crime de colarinho branco fique esquecido."

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O presidente da ADPF também se diz preocupado com declarações emitidas por nomes de destaque do governo.

"O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) deu uma declaração dizendo que o problema da segurança pública no Brasil é que o Ministério Público e a Polícia Federal tinham ido correr atrás de corrupção em vez de correr atrás de bandidos. Essa é uma declaração muito grave, que nos preocupa muito."

Na avaliação de Felix de Paiva, há sinais de que pode ocorrer interferência no trabalho da polícia.

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"Juntando os sinais que recebemos, a gente está percebendo que pode ocorrer [um direcionamento do trabalho]. Não estou dizendo que o ministro Raul Jungmann [da Segurança Pública] vá fazer isso. O que me preocupa é ele poder fazer isso e os sinais que o governo vem emitindo", afirma o delegado.

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