Política

Dia de eleições na Venezuela foi tranquilo

Da Redação ·
 Fila para votar na região de Altamira, de classe alta
fonte: Daniel Buarque/G1
Fila para votar na região de Altamira, de classe alta

Os venezuelanos foram às urnas neste domingo para escolher os 165 deputados da Assembleia Nacional, onde a oposição espera reduzir a liderança política do Partido Socialista Unido da Venezuela, do presidente Hugo Chávez, que detém o controle da casa. Filas de eleitores formaram-se durante todo o dia em diversos postos de votação. Mais de 17 milhões de venezuelanos estavam aptos a votar. O fechamento das urnas estava previsto para as 19h30 (de Brasília) e os resultados iniciais são esperados para as 23h30.

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O dia de votação transcorreu sem notícias de violência, apesar de um ou outro episódio isolado de simpatizantes do governo assediando eleitores em cidades como Caracas, Valencia, Maracay e Maracaibo, segundo o Comando Estratégico Operacional do exército. O general Henry Rangel Silva, responsável pela segurança no dia da eleição, informou que 16 pessoas foram presas por rasgar os comprovantes de votação e disse que quatro grupos motorizados foram temporariamente detidos por assédio aos eleitores.

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Antes da votação, a capital venezuelana e regiões próximas foram castigadas por dois dias de chuvas intensas, que mataram pelo menos sete pessoas e causaram sérios alagamentos. Mas, segundo as autoridades eleitorais as chuvas aparentemente não comprometeram a votação.

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"Convoco todo o povo patriota desta nação para que movam seus corpos e espíritos (...), para que votem esta manhã e aproveitem (o céu limpo), porque a previsão diz que irá chover à tarde", disse Chávez na TV nacional pela manhã, pouco antes das urnas serem abertas. No microblog Twitter, Chávez convocou seus eleitores para que compareçam em grande números às urnas, dizendo: "ataquem". Chávez votou na zona oeste de Caracas. Ele compareceu ao local de votação acompanhado de suas filhas e de dois netos. Chávez instou aos venezuelanos que respeitassem as instituições e a vontade popular e estimou em "cerca de 70%" o índice de comparecimento às urnas.

A oposição faz um esforço determinado para tentar romper o monopólio de Chávez na Assembleia Nacional pela primeira vez nos 12 anos de presidência. "O que está em jogo é para que tenhamos mais democracia", disse o candidato de oposição e ex-líder estudantil, Stalin Gonzalez. "O país precisa de uma assembleia mais equilibrada", acrescentou. A oposição, que boicotou a última eleição parlamentar, em 2005, detém atualmente apenas 10% das cadeiras do Congresso.

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A maior parte das pesquisas sugere que Chávez manterá o controle legislativo e ele mesmo previu que os candidatos de oposição serão "pulverizados". Mas muitos analistas dizem que a oposição poderá clamar vitória se obtiver pelo menos 33% das cadeiras, o que retiraria do partido governista a maioria de dois terços e dificultaria a passagem das reformas do presidente. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.