Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

TJ de São Paulo interrompe edital suspeito de ajudar amigo de Temer

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FREDERICO VASCONCELOS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, suspendeu novamente uma licitação de R$ 260 milhões, suspeita de direcionamento para favorecer um amigo do presidente da República, Michel Temer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O antecessor de Calças, desembargador Paulo Dimas Mascaretti, havia prorrogado um contrato ?firmado em 2013 com o consórcio Argeplan-Concremat? para elaborar projetos e fiscalizar obras nos fóruns.

Um dos sócios da Argeplan é o coronel PM aposentado João Baptista Lima Filho, amigo de Temer e alvo de delação da JBS.

Em outubro de 2017, a Folha de S.Paulo revelou que a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti pediu o cancelamento da licitação e acusou Mascaretti de omissão, por não investigar irregularidades que apontou no contrato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurados, a Argeplan e o coronel Lima Filho não se manifestaram. ?Nenhuma irregularidade existe?, disse o então vice-presidente, Ademir de Carvalho Benedito, à época presidente da Comissão de Assuntos Administrativos.

Na ocasião, em sessão do Órgão Especial, Calças manifestou ?apoio e solidariedade? dos pares a Mascaretti, tendo criticado a ?falaciosa reportagem?. Em nota pública, Mascaretti condenou a ?despropositada e leviana? afirmação de que houve omissão.

Um mês atrás, Calças recebeu a desembargadora em audiência. Pizzotti apresentou dados sobre a impugnação ao contrato ainda vigente. Dias depois, ela se reuniu com assessores do presidente, quando questionou valores, considerados vultosos, e serviços pagos e não executados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia 16 de fevereiro, as empresas concorrentes foram informadas da suspensão da licitação. A abertura dos envelopes de habilitação ocorreria no próximo dia 23.

Uma semana antes, Poças havia exonerado, a pedido, o então secretário da Administração, Eduardo Roberto Alcântara, responsável pela administração de mais de 700 prédios do tribunal e por licitações e contratos.

Numa reunião com desembargadores, em seu gabinete, Calças homenageou Alcântara, em agradecimento pela ?lealdade, abnegação e esforço no desempenho das funções.?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A assessoria do tribunal informa que a exoneração de Alcântara faz parte das mudanças administrativas que o novo presidente realiza em seis secretarias.

Procurado pela reportagem, o presidente Manoel Calças não se manifestou.

Mascaretti acha possível uma alteração do formato do contrato. ?A ideia é um contrato menos abrangente. O problema não é a licitação?, diz o ex-presidente. ?Estou certa de que o presidente Calças pretende fazer uma gestão saneadora na área administrativa?, afirma a desembargadora Pizzotti. ?A suspensão do edital de licitação vai exatamente na linha do que, durante dois anos, postulei ao presidente anterior?, diz a magistrada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trata-se do segundo edital suspenso. Em novembro último, a Folha de S.Paulo revelou as restrições apresentadas pelo Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Para o sindicato, o primeiro edital permitia vislumbrar ?benefício injustificado a determinado licitante?. O Sinaenco pediu correções, para que a licitação ?caminhe nos trilhos da legalidade?.

O TJ-SP publicou, então, novo edital. Reduziu as exigências, os prazos e o valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sindicato entendeu que a mudança permitiria maior número de licitantes. Pizzotti achou as alterações insuficientes.

A pedido de Mascaretti, o Conselho Nacional de Justiça instaurou procedimento para avaliar eventual infração disciplinar da desembargadora, ao acusa-lo de omissão.

Pizzotti diz que, se não houver sindicância e investigação sobre os fatos anteriores, vai entregar pessoalmente à equipe do CNJ ?que realiza inspeção no tribunal? cópia dos documentos que deixou com o presidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline