Política

Dilma volta a defender investigações na Casa Civil

Da Redação ·
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que nunca soube de qualquer ação inidônea de sua ex-auxiliar na Casa Civil Erenice Guerra
fonte: Arquivo
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que nunca soube de qualquer ação inidônea de sua ex-auxiliar na Casa Civil Erenice Guerra

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que nunca soube de qualquer ação inidônea de sua ex-auxiliar na Casa Civil Erenice Guerra, afastada recentemente do governo por denúncias de tráfico de influência. "Isso não significa que eu esteja defendendo a não apuração de responsabilidades. A maior interessada que se apure tudo sou eu. Eu quero que se apure a responsabilidade da Erenice em relação a esses fatos. É muito perigoso ficar acusando sem ter provas", afirmou.

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A petista prosseguiu: "Para vocês terem uma ideia, a minha campanha foi acusada por três meses pela quebra de sigilo fiscal no momento que eu não era candidata, não era pré-candidata e não tinha campanha. Agora vocês anunciaram, apareceu o responsável. Eu não vou fazer prejulgamento a quem quer que seja. Acho que tudo deve ser rigorosamente investigado, doa a quem doer", disse Dilma, em entrevista gravada ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. "Posso te dizer com absoluta franqueza: nunca aceitei nem nomeação de parentes nem por critério de amizade em 25 anos de vida pública."

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Dilma afirmou também que vai fazer uma reforma tributária na gestão dela, caso seja eleita. A petista disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez antes a reforma porque muitos Estados não queriam perder os benefícios que têm hoje. "Eu vou fazer a reforma tributária. Eu tenho que colocar isso como prioridade."

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Sobre previdência, Dilma disse que nada justifica hoje uma nova alteração na estrutura etária para a concessão de aposentadorias. Segundo ela, toda a contribuição urbana é superavitária. O déficit da previdência, afirmou, é decorrente das políticas previstas na Constituição e que prevê, por exemplo, a aposentadoria dos trabalhadores rurais. "Isso não é problema previdenciário. É problema de uma política pública adotada pelo Brasil. Quem tem de assumir o ônus de aposentar o trabalhador rural é o Tesouro Nacional."

Dilma afirmou que concorda que o governo Lula fez pouco em saneamento, mas fez mais que os governos anteriores. Ela atribui o atraso aos Estados e municípios que levam 65 meses para concluir o processo de investimento para saneamento. "Eu concordo que tem muito o que fazer."