Política

Em SP, Alckmin evita confrontos diretos com adversários

Da Redação ·
 Críticas à gestão tucana no Estado foram destaque no debate da Record
fonte: Julia Chequer/R7
Críticas à gestão tucana no Estado foram destaque no debate da Record
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O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, evitou qualquer tipo de confronto com os adversários no debate da Record, que foi transmitido ao vivo pelo R7 nesta segunda-feira (20). O comportamento do tucano, no entanto, não evitou que as gestões do PSDB fossem alvo de Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB) e Paulo Bufalo (PSOL). Já Fabio Feldmann (PV), que foi secretário do Meio Ambiente na gestão no ex-governador Mário Covas, não criticou os tucanos.

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O valor dos pedágios foi um dos focos dos adversários de Alckmin. Mercadante e Russomanno fizeram uma dobradinha para atacar o tucano. O petista, por exemplo, retornava ao tema dos pedágios mesmo em réplicas que não tinham relação alguma com o tema.

Mercadante usou uma pergunta de Feldman sobre segurança alimentar para criticar a cobrança. Falou mal das estradas e lembrou que os tucanos prometeram não cobrar pedágios no Rodoanel.

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- Eles [PSDB] prometeram não colocar pedágio no Rodoanel e colocaram.

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Russomanno quis saber se Skaf vai acabar com os pedágios no Rodoanel. O candidato do PSB deu uma resposta geral sobre todos os pedágios, disse que respeita contratos e apresentou nova proposta.

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- Todos os contratos passam de 2020, [por isso já] estão firmados e assinados. Minha proposta é compensar no IPVA [imposto sobre os veículos] para diminuir a carga tributária.

Sobre o Rodoanel, Skaf concordou em não cobrar pedágio. Russomanno discordou do adversário do PSB, disse que vai romper o contrato do Rodoanel e prometeu rever todos os contratos. Skaf rebateu as afirmações do candidato do PP.

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- O governador do Estado não pode pregar quebra de contratos, tem de dar exemplo.

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Skaf voltou à discussão com Russomanno durante resposta sobre um outro tema e ultrapassou seu tempo. Ao fazer sua intervenção, Mercadante aproveitou o gancho, chamou de abuso o pedágio de São Paulo e disse que o Estado não aguenta mais.

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- Foi o que [os tucanos] fizeram mais [pedágios], sem dificuldades.

Alckmin evitou embates com os adversários, mas foi questionado pelo jornalista Marco Antonio Araujo, do blog O Provocador, sobre os motivos pelos quais insiste em atacar Mercadante em sua propaganda de rádio e TV, já que lidera as pesquisas de intenção de voto.

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O candidato do PSDB disse, na resposta, que não faz ataques e garantiu que está confiante, mesmo com a crescente presença do presidente Lula na campanha do adversário.

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- Minha campanha não faz nenhum ataque, ela fala verdades. O governo é criticado permanentemente. A campanha está indo bem, sinto nas ruas uma enorme confiança, um enorme carinho da população.

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Mercadante, ao comentar a resposta de Alckmin, afirmou que o adversário teme “a força do governo Lula” e “o sentimento de mudança” que estaria crescendo entre o eleitorado paulista.

Educação

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A questão da progressão continuada – tema de discussão entre os candidatos ao governo em outros encontros – voltou à pauta no encontro de hoje. Mercadante e Skaf criticaram o sistema de ensino paulista e Alckmin negou que há aprovação automática no Estado.

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Mercadante afirmou que, no governo do PSDB, os professores não têm carreira e estabilidade.

- O professor é a mudança da educação.

Alckmin rebateu as acusações do petista e voltou a dizer que o sistema foi implementado durante a gestão de Luiza Erundina (ex-PT) na Prefeitura de São Paulo e foi mantida por Marta Suplicy.

Transporte

O debate em relação aos transportes ficou centrado em Alckmin e Feldmann. O tucano prometeu construir mais linhas de metrô. Feldmann, por sua vez, disse que é preciso investir em meios alternativos de transporte.

- Se não criar uma alternativa, vamos transformar os automóveis em vilões.

Skaf alfinetou a velocidade com que o governo tucano constroi linhas de metrô em São Paulo.

- A nossa velocidade não combina com a velocidade de São Paulo, as pessoas estão preocupadas com isso.