Política

Osmar afirma que Serra prejudicou o Estado

Da Redação ·
 Senador Osmar Dias na sabatina com o portal UOL, durante a qual fez críticas ao candidato tucano José Serra
fonte: Divulgação
Senador Osmar Dias na sabatina com o portal UOL, durante a qual fez críticas ao candidato tucano José Serra

O candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, fez ontem, pela primeira vez, críticas diretas ao candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, quem considera seu amigo pessoal e com quem conversou pessoalmente por diversas vezes antes de decidir sobre sua candidatura.
 

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Na sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL, transmitida ao vivo pela internet, Osmar disse que Serra prejudicou o Paraná na Constituinte de 1988.
 

“É dele a emenda que manda cobrar o ICMS na distribuição da energia, e não na distribuição. Com isso, o Paraná perde R$ 500 milhões por ano”, disse Osmar, que também voltou a criticar seu adversário, Beto Richa (PSDB), por descumprir promessa de permanecer na prefeitura de Curitiba até o final de seu mandato, em 2012.
 

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Disse que apoiou Beto em 2008 acreditando que ele ia cumprir o mandato completo, “que ia fazer o metrô, que ia resolver o problema do lixo, que ia resolver o problema de fluxo de veículos na cidade”, e alfinetou. “Quando ele diz que quer levar para o interior o que fez em Curitiba, fico preocupado. Espero que ele não leve o lixo da Caximba”.
 

Osmar Dias também teve que explicar a aliança com o ex-governador Roberto Requião (PMDB), seu adversário em 2006. Para isso, usou o exemplo de suas divergências políticas com seu próprio irmão, Alvaro Dias (PSDB).
 

“Se eu tenho o direito de divergir dentro da minha casa, eu tenho o direito de divergir do Requião. Mas tenho de reconhecer avanços. Essa diversidade também houve no governo Lula. O que a gente não pode é perder a convicção”, defendeu o candidato do PDT ao governo do Paraná.

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Ao falar sobre segurança, Osmar também poupou seu aliado. Disse que vai contratar mais policiais e reforçar a segurança na fronteira e conseguiu fazer uma relação entre o aumento da violência no Paraná à multa que o Estado pagava por conta dos títulos podres adquiridos na privatização do Banestado.
 

Segundo o candidato, Requião não pôde fazer os investimentos necessários em segurança porque o orçamento do Estado estava muito comprometido, já que paga R$ 750 milhões ao Tesourou para pagar a dívida da venda do banco do Estado “que foi privatizado pelos aliados do meu adversário, que admitiu que ajudou a fazer a besteira de vender o nosso banco”.
 

Durante a sabatina, Osmar também voltou a defender o afastamento da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná, por conta dos escândalos de atos secretos e contratações de funcionários fantasmas pela Casa.
 

Quando um dos jornalistas o inquiriu sobre o fato de o 1º secretário da Casa (Alexandre Curi) ser do PMDB, partido que integra sua aliança ao governo, Osmar cortou lembrando que o deputado Curi é um dos peemedebistas que apoia Beto Richa, “assim como acontece com o presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM)”.