Política

Serra não comenta pesquisa e mantém ataques a Dilma

Da Redação ·
 Tucano diz que quebra de sigilo é "jogo muito sujo de natureza eleitoral"
fonte: googleimagens.com
Tucano diz que quebra de sigilo é "jogo muito sujo de natureza eleitoral"

Em queda constante nas pesquisas eleitorais, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) não quis comentar os dados do último levantamento no qual aparece com 29% das intenções de voto, contra 51% de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT).

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Em Ribeirão Preto (SP), onde inaugurou um comitê do PSDB, Serra voltou a atacar Dilma e acusou o governo federal de tentar beneficiá-la no episódio recente da quebra de sigilo de membros do PSDB, entre outras pessoas.

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- É evidente que isso foi em benefício da campanha eleitoral; o primeiro repórter que teve um dado do vazamento, quando procurou o Eduardo Jorge, disse que tinha recebido do comitê da Dilma. Isso demonstra, inequivocamente, que se tratou, além de um crime, de um jogo muito sujo de natureza eleitoral.

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Ao ser indagado sobre o motivo de ele não comentar pesquisas eleitorais após ter sido ultrapassado por Dilma, Serra chamou o repórter de "desmemoriado" e afirmou que nunca comentou pesquisas.

De fato, Serra evita falar sobre números, mas em maio, quando a pesquisa CNT Sensus trouxe o empate entre ele e a candidata do PT, Serra disse, em entrevista à emissora Verdes Mares, do Ceará, que esteve praticamente na frente sempre e que à época havia o empate.

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Durante o discurso para militantes, Serra citou várias realizações de quando governou São Paulo e ainda do período em que foi ministro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para atacar Dilma.

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Segundo ele, durante o período em que governou São Paulo, a favela de Heliópolis foi transformada em bairro e Dilma teria utilizado a infraestrutura lá implantada no programa eleitoral dela.

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- A imprensa vai dizer que eu ataquei a Dilma e disse que ela não fez nada lá. Isso não é uma opinião, é um fato.

Ainda em seu pronunciamento, o candidato tucano afirmou que como ministro da Saúde triplicou a distribuição gratuita de remédio.

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- Já Dilma não distribuiu uma aspirina.

Serra defendeu ainda o sistema de concessão das rodovias paulistas e criticou o modelo federal.

- As estradas federais continuam esburacadas.

Por fim, Serra voltou a criticar o governo federal na tentativa de intimidar e censurar a imprensa e ainda na política externa. Sem citar o Irã, Serra disse "que o PSDB não faz alianças com ditaduras que apedrejam mulheres", numa suposta referência ao governo iraniano que condenou Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, à morte por apedrejamento.