Política

Dilma descarta redução da meta de inflação

Da Redação ·

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (24) em entrevista coletiva em Brasília que não é possível reduzir a meta de inflação, atualmente em 4,5% ao ano, devido ao cenário internacional.

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“Para se reduzir a meta, isso não se faz em cenário internacional como está, que pode ser um cenário de depressão e o Brasil neste período de 2011 a 2014 vai ser uma economia que pode crescer com estabilidade”, afirmou Dilma.

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A candidata também voltou a descartar a necessidade de um ajuste fiscal. “Eu não concordo que o Brasil tem de ser submetido sistematicamente a ajuste fiscal em todo início de governo”. Na visão dela, o ritmo de crescimento econômico, a inflação dentro da meta e a contínua redução do percentual de endividamento mostram que não é necessário fazer um novo ajuste linear.

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Dilma não quis adiantar posição sobre reajustes a servidores públicos, que tiveram um crescimento no segundo governo Lula. Ela afirmou que a definição é de acordo com o merecimento de cada categoria.

A candidata defendeu ainda a realização de uma reforma tributária, mas admitiu que pode ser necessário realizar medidas isoladas enquanto a proposta tramita no Congresso. “Temos que ter uma proposta estrutural, mas, se começar a demorar, tem coisa que não dá para esperar”, afirmou a petista.

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Ela afirmou que seu foco na reforma tributária é a desoneração de investimentos e da folha de salário e o fim da guerra fiscal entre os estados. Dilma destacou que no governo Lula já foram feitas medidas isoladas, como o Simples e a redução de tributos da cesta básica e da construção civil.

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Dilma também afirmou que não se pode usar somente “tecnocracia” no preenchimento de cargos. Ela afirmou que não pode ser preenchido cargo com “técnico frio” nem com “político sem capacidade”.

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Crack

A candidata comentou também a necessidade de combate ao uso do crack. Dilma afirmou que atuará em três frentes: prevenção, tratamento e segurança. Ela defendeu a realização de campanhas de conscientização, mas focou sua fala na questão do tratamento. Dilma afirmou que é preciso ter uma rede que envolva enfermarias em hospitais, clínicas especializadas e credenciamento de instituições terapêuticas.

Na questão da segurança, Dilma voltou a defender a compra de 10 veículos aéreos não tripulados (Vants) para reforçar o combate na fronteira.

Sobre as pesquisa eleitorais que sinalizam a vitória no primeiro turno, a candidata do PT evitou comemorar. “Pesquisa não ganha eleição, se ganhasse seria um outro mundo, não um democrático”.