Política

Lula: brasileiro sabe diferenciar bom e mau jornalismo

Da Redação ·
Em breve discurso de dez minutos, ele disse que o brasileiro está cada vez mais consciente e sabe distinguir informação de distorção de fatos
fonte: Agência Brasil
Em breve discurso de dez minutos, ele disse que o brasileiro está cada vez mais consciente e sabe distinguir informação de distorção de fatos

Vinte e três anos depois de ter solicitado uma concessão ao governo federal, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC lançou hoje à noite, em São Bernardo do Campo, a TV do Trabalhador (TVT), numa solenidade com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em breve discurso de dez minutos, ele disse que o brasileiro está cada vez mais consciente e sabe distinguir informação de distorção de fatos. "Sabe distinguir entre o bom e o mau jornalismo", disse.

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Em 1987 Lula era deputado federal e entregou pessoalmente o pedido de concessão ao então ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães. Hoje, o presidente da República fez questão de participar da primeira transmissão do canal. Embora tenha reconhecido a demora para entrega da concessão, Lula afirmou que o processo burocrático foi a tarefa mais fácil. "Tudo começa agora", disse. "Agora é que vamos provar se tínhamos razão e competência. Agora se trata de convencer o telespectador a assistir à TV."

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Lula defendeu que a TVT não deve servir apenas ao Sindicato dos Metalúrgicos, mas a todos os trabalhadores do País. Ele afirmou também que assim que deixar a Presidência vai assistir, fazer críticas e dar palpites sobre a programação. A TVT será transmitida em VHF, UHF e TV por assinatura para dez Estados, além de estar disponível pela internet. Haverá duas horas e meia de programação própria diária e o restante será retransmissão de conteúdo da TV Brasil, da TV Senado e da TV Câmara.

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Preconceito

Durante a cerimônia, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, disse que a classe trabalhadora está rompendo um preconceito. "O preconceito que nós vencemos para eleger presidente do Brasil, em 2002, o primeiro operário, metalúrgico, fundador da CUT e, com muita honra, sindicalista", afirmou.

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"Com certeza, vamos continuar rompendo preconceitos importantes ainda existentes na sociedade brasileira. Por exemplo, elegendo uma mulher para a Presidência da República do Brasil", disse ele, sob aplausos da plateia, formada principalmente por sindicalistas.