Política

Ocupação de terras não é crime, afirma Plínio

Da Redação ·

O candidato do PSOL à sucessão presidencial, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou na noite de hoje (12) que a ocupação de terra não é crime no Brasil. O candidato alegou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se pronunciou sobre o tema e que a ocupação, uma de suas propostas de governo, é um apelo a uma "sociedade insensível".

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"O STJ decidiu que a ocupação nem é crime de esbulho possessório nem crime de formação de quadrilha", afirmou Plínio em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo. O candidato do PSOL foi o quarto e último entrevistado da série do Jornal Nacional com os principais presidenciáveis. O programa do PSOL prevê a limitação do tamanho de toda propriedade rural a 500 alqueires.

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Nos três minutos de entrevista, Plínio afirmou que pretende fazer uma auditoria no valor da dívida externa brasileira que, segundo ele, é menor do que o atual valor divulgado pelo governo federal. "Eu não darei calote, quem dá calote é a burguesia", explicou. "Vamos fazer uma auditoria e, depois, suspender o pagamento da dívida."

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Antes da entrevista, o JN exibiu uma reclamação de Plínio sobre o tempo que lhe foi concedido para a entrevista, bem menor ao conferido aos outros presidenciáveis, de 12 minutos. O candidato informou à "Agência Estado" que a gravação da entrevista, realizada à tarde, foi interrompida quando ele fez a reclamação. "Foi uma brincadeira que fiz", afirmou o socialista. "Eu disse que era um homem de classe econômica e que nunca reclamei disso. Mas que achava estranho que a Rede Globo criasse duas classes entre os candidatos, a econômica e a executiva", afirmou. O candidato do PSOL disse que foi aconselhado pela emissora a aproveitar melhor os três minutos de entrevista.

O presidenciável contou ainda que a manifestação pegou de surpresa até os correligionários que o acompanhavam na gravação. "Ninguém esperava essa brincadeira", afirmou, entre risos. O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que acompanhava a gravação, disse que a crítica desconcertou até o entrevistador, Tonico Ferreira. O parlamentar disse que, após a interrupção, houve uma negociação sobre a maneira como a crítica de Plínio seria abordada pelo JN. No final, a Rede Globo decidiu mostrar a crítica na íntegra.

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Após o Jornal Nacional, Plínio gravou outra entrevista, de cinco minutos, ao "Jornal das Dez", do canal pago Globo News. O candidato foi perguntado sobre o modelo de socialismo que estabeleceria em um eventual governo do PSOL. "Eu respondi que ninguém está falando em implantar imediatamente o socialismo, até porque não há condições atuais para isso", afirmou. Plínio disse ainda que respondeu a uma questão sobre a atuação de Hugo Chávez à frente do governo da Venezuela. "Eu afirmei que apoio Chávez e que ele está realizando um trabalho muito importante", disse.