Política

Paulo Bernardo é denunciado por envolvimento em propina de R$ 100 milhões

Da Redação ·
Ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (Governo Lula) e mais 19 investigados são suspeitos de corrupção - Foto: Arquivo
Ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (Governo Lula) e mais 19 investigados são suspeitos de corrupção - Foto: Arquivo

O Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo, confirmou nesta segunda-feira (1º) que denunciou o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (Governo Lula) e mais 19 investigados por suspeita de corrupção. Os denunciados são acusados de montar uma organização criminosa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2009 e 2015, responsável por suposta lavagem de dinheiro e pagamento de propinas para o PT e diversos agentes públicos e privados, que superam os R$ 100 milhões.

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O sistema de pagamento de propina, de acordo com a Procuradoria da República, envolveu a celebração de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Pasta e duas entidades representativas de instituições financeiras, a Associação Brasileira de Bancos e o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar para a contratação da empresa Consist em 2010.

O esquema de propina funcionou até 2015 e custou cerca de 70% do faturamento líquido da empresa, que criou um software para a gestão dos empréstimos consignados de servidores do Poder Executivo Federal.A propina, segundo a denúncia, era paga para que a Consist fosse mantida como a prestadora do serviço. 

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VERSÃO DA DEFESA
Os advogados do ex ministro Paulo Bernardo, no entanto, negam qualquer envolvimento dele em situações de corrupção no governo federal.

“O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). 

Também reitera que não se beneficiou de qualquer quantia da Consist, quer direta ou indiretamente. Por fim, espera e acredita que a Justiça reconhecerá a improcedência das acusações.”


As informações são do Estadão