Política

Pastoral política orienta pré-candidatos em Apucarana

Da Redação ·
A reunião, que discutiu o papel do cristão leigo na política, também marcou a entrega de uma cartilha aos pré-candidatos a cargos eletivos. Foto: Sérgio Rodrigo
A reunião, que discutiu o papel do cristão leigo na política, também marcou a entrega de uma cartilha aos pré-candidatos a cargos eletivos. Foto: Sérgio Rodrigo

Cerca de quarenta pré-candidatos, de diversas vertentes religiosas, participaram ontem de um encontro promovido pela Pastoral Fé e Política em Apucarana. A reunião, que discutiu o papel do cristão leigo na política, também marcou a entrega de uma cartilha aos pré-candidatos a cargos eletivos. O material, confeccionado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), regional Paraná, foi distribuído pelo bispo diocesano dom Celso Antônio Marchiori. 

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São 200 mil cartilhas no total, sendo três mil exemplares para a Diocese de Apucarana. A discussão, segundo dom Celso, acontece em um momento oportuno com os pré-candidatos, para que a Igreja passe suas orientações em relação à política. 

“Desejamos que aqueles que vão nos representar sejam servidores do povo. Que não se sirvam da política em benefício próprio”, ressaltou. O religioso observa que a cartilha traz orientações básicas sobre ética, legislação eleitoral, como deve agir os eleitores e os candidatos, além de motivar as pessoas a participarem deste momento decisivo, que são as eleições. 

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“É preciso elevar o conceito da política, que está negativo, para que passe a ser vista como um valor essencial para a sociedade”, diz. Para o coordenador diocesano da Pastoral Fé e Política, padre Geraldino de Proença, o objetivo é conscientizar o povo sobre o envolvimento político e também a descrença atual na política. 

“Percebemos, inclusive, que algumas lideranças, que são políticos ou pré-candidatos, estão desmotivadas a participar. A gente espera, a partir deste encontro, que tenham uma motivação maior, para que não renunciem, não deixem a política para quem é “profissional””, frisa. 

Sobre a participação nas eleições de religiosos ordenados, dom Celso reiterou a orientação da CNBB. “Nós não fomos ordenados para sermos políticos partidários. A igreja não é partidária. Nós não apoiamos partidos. Nós apoiamos a política, mas não a política partidária. Quem tem partido são os cidadãos”, esclarece. (VANUZA BORGES)