Política

32ª fase da Operação Lava Jato investiga banco que atuaria ilegalmente

Da Redação ·
deflagrou a 32ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Caça-Fantasmas, na manhã desta quinta-feira (7) - Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil
deflagrou a 32ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Caça-Fantasmas, na manhã desta quinta-feira (7) - Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

GABRIEL MASCARENHAS E BELA MEGALE

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou a 32ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Caça-Fantasmas, na manhã desta quinta-feira (7).

O principal alvo é Edson Paulo Fanton, que seria o responsável pelo FPB Bank, uma instituição bancária do Panamá que atuaria clandestinamente no Brasil. Ele foi conduzido coercitivamente para depor e está sendo ouvido em Santos.

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Cerca de 60 policiais federais estão cumprindo dez mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva em São Bernardo, Santos e São Paulo. Não há prisões.

Segundo a PF, o FPB não tem autorização do Bacen e agia "com o objetivo de movimentar contas em território nacional e, assim, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior, à margem do sistema financeiro nacional".

A instituição também comercializaria, ainda de acordo com os investigadores, empresas off-shore que eram registradas na panamenha Mossack Fonseca, alvo da 22ª fase da Lava Jato e centro do escânda-lo Panama Papers.

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Edson Fanton é parente em primeiro grau do delegado da Polícia Federal Mário Renato Castanheira Fanton, que acusou a cúpula de delegados da Operação Lava Jato de irregularidades e coação, como a instalação de um grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef.

O delegado, juntamente com um agente da PF, apontados como "dissidentes", foram denunciados por se associarem para ofender a honra dos colegas.