Política

Scarpelini tem candidatura barrada pelo Ficha Limpa

Da Redação ·
Scarpelini tenta ainda recurso no STF para recuperar seus direitos políticos
fonte: Arquivo TN
Scarpelini tenta ainda recurso no STF para recuperar seus direitos políticos

O ex-prefeito de Apucarana, Carlos Roberto Scarpelini (PP), é o terceiro paranaense com candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) com base na Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que impede a participação nas eleições de políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas.
 

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Scarpelini teve seu registro de candidatura a deputado federal indeferido ontem pelo TRE-PR, em virtude de uma condenação em segunda instância, motivada pela contratação irregular de advogado no seu último mandato como prefeito em Apucarana (1997-2000). Scarpelini ainda recorre da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).


Além do ex-prefeito de Apucarana, outros dois paranaenses já foram barrados pela Lei Ficha Limpa: os candidatos a deputado estadual, Alessandro Meneghel (DEM), de Bandeirantes, e Erivan Passos da Silva (PRTB), de Curitiba.
 

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Ontem, Scarpelini afirmou à Tribuna que aguarda julgamento do recurso apresentado por sua defesa no STF “para restaurar seus direitos políticos”. “Considero a decisão injusta. Não cometi nenhum crime eleitoral. Houve um problema de ordem administrativa na contratação do advogado, que prestou os serviços na prefeitura normalmente”, disse o ex-prefeito, que teve o pedido de impugnação no TRE-PR encaminhado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Ele diz que vai apoiar agora o irmão José Domingos Scarpelini (PSB), também registrado a federal. Ele desmentiu a informação de que poderia ser substituído pela esposa, a vereadora Lucimar Scarpelini (PP).


VALTER PEGORER - O ex-prefeito de Apucarana, Valter Pegorer (PMDB), candidato a deputado estadual, ainda aguarda o julgamento do seu registro no TRE-PR. Uma notícia de inelegibilidade, apresentada por Miltom Ferreira, informou à Justiça Eleitoral duas condenações de Pegorer, uma referente à contratação irregular de advogado para acompanhar processo da administração quando ele era prefeito e outra referente a multas eleitorais em 2008.


O advogado Nilso Paulo da Silva, que está cuidando do caso, afirma que o julgamento deve ficar para semana que vem, já que o TRE-PR solicitou novas informações sobre o processo, que foram repassadas ontem. Ele, no entanto, mostra otimismo, já que o Ministério Público Eleitoral já emitiu parecer favorável à candidatura de Pegorer, por entender, segundo o advogado, que as condenações não se enquadram na Lei Ficha Limpa.