Política

Ouvir a sociedade nunca será uma ideia ruim, diz Renan 

Da Redação ·
"Qualquer cenário não pode ser descartado", disse o presidente do Senado (Foto: Divulgação)
"Qualquer cenário não pode ser descartado", disse o presidente do Senado (Foto: Divulgação)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (6) que a ideia de se fazer um plebiscito para decidir sobre a realização de novas eleições gerais é um cenário "que não pode ser descartado" e que tem ser levado em consideração para que a sociedade possa ter saídas no futuro. 

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Como a Folha de S.Paulo, mostrou nesta quarta, o peemedebista e alguns aliados articulam a aprovação de um plebiscito que seria realizado durante as eleições municipais de outubro.


A ideia seria consultar a população sobre dois pontos: a antecipação da escolha de presidente da República, governadores e congressistas, com a realização de uma eleição em seis meses, e a alteração no sistema de governo. Renan tem defendido que haja o parlamentarismo no país. 

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"Qualquer cenário não pode ser descartado, tem de ser levado em consideração, acumulado, para que possamos ter amanhã saídas. Existem correntes que defendem fazer um plebiscito, ouvir a sociedade. E ouvir a sociedade nunca será uma ideia ruim", disse o peemedebista ao chegar ao Senado.


Segundo o jornal, a defesa que Renan faz das eleições gerais tem como respaldo uma pesquisa de sua equipe que apontava em março que 47% das intenções de voto nele para o Senado em uma nova disputa. Já Renan Filho, governador do Alagoas, teria aprovação suficiente para concorrer de novo.


SEM COMENTÁRIOS - 
Questionado sobre se considera que a presidente Dilma Rousseff ganhou força nos últimos dias para barrar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, Renan disse não fazer comentários desse tipo.
Nesta terça, o peemedebista defendeu a realização de eleições gerais como uma forma de resolver a crise política no país. 


A ideia de se antecipar as eleições presidenciais começou a ganhar força recentemente. Um bloco de nove senadores do PSB, PPS e Rede já iniciou uma articulação para levar a tese adiante.