Política

Dilma busca apoio de artistas e intelectuais contra impeachment

Da Redação ·
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Dilma busca apoio de artistas e intelectuais contra impeachment

Em uma estratégia para tentar enfraquecer o movimento favorável ao impeachment, a presidente Dilma Rousseff promoverá evento nesta quinta-feira (31) com artistas e intelectuais em defesa de seu mandato. 

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A cerimônia, intitulada "Encontro com Artistas e Intelectuais em Defesa da Democracia", faz parte de esforço do Palácio do Planalto em tentar repetir a "Campanha pela Legalidade" da década de 1960, feita em defesa da posse de João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros. 


Na semana passada, encontro similar foi realizado com advogados e juristas, que entregaram moções de apoio à petista e entoaram gritos como "Não vai ter golpe". 

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O evento desta quinta, organizado pelo ministro Juca Ferreira (Cultura), deve contar com as presenças das cantoras Beth Carvalho e Leci Brandão, dos atores Osmar Prado, Letícia Sabatella, Antônio Pitanga, Tássia Camargo e Elisa Lucinda, dos diretores Anna Muylaert e Luiz Carlos Barreto e do caricaturista Ziraldo, entre outros. 


O ator Wagner Moura e o neurocientista Miguel Nicolelis não poderão participar, mas gravaram vídeos de apoio à presidente. Além de discursarem na cerimônia, artistas e intelectuais entregarão à petista moções contra o impeachment.
A ideia é que, depois do evento público, a presidente receba alguns dos artistas e intelectuais para encontros reservados. 


Eles devem participar também de manifestação marcada para esta quinta-feira (31) em Brasília em apoio ao governo petista, na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deve estar presente. 

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Desde o agravamento da crise política, o Palácio do Planalto tem adotado estratégia de promover eventos com a presença de claques pró-governo. Na semana retrasada, evento de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil também teve gritos contrários ao impeachment, assim como a cerimônia com advogados e juristas. 


Nesta quarta-feira (30), evento oficial do Minha Casa, Minha Vida foi transformado em um palanque em defesa da petista. 


Na cerimônia, realizada no salão principal do Palácio do Planalto, estavam presentes representantes de movimentos sociais que costumam apoiar o governo federal, como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, MLT (Movimento de Luta pela Terra) e FNL (Frente Nacional de Luta).
Eles foram colocados em lugares destinados a convidados, dos quais entoaram gritos de guerra pró-governo federal mesmo antes do evento começar. 


Os presentes chamaram o juiz Sergio Moro, o vice-presidente Michel Temer e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de "golpistas" e cantaram o já tradicional "Não vai ter golpe".