Política

Gilmar Mendes diz que saída do PMDB vai aprofundar crise brasileira

Da Redação ·
Ministro voltou a criticar a corrupção generalizada no governo (Foto: Jornal GGN/Divulgação)
Ministro voltou a criticar a corrupção generalizada no governo (Foto: Jornal GGN/Divulgação)

O ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou, nesta terça-feira (29), em conversa com jornalistas durante um seminário em Lisboa, que a provável saída do PMDB da base aliada da presidente Dilma Rousseff deve aprofundar a crise do governo no Brasil.

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"Se de fato o PMDB confirmar essa opção de desembarque [saída da base aliada], certamente o quadro de governabilidade vai ser mais dificultado. A base de apoio do governo vai ser ainda mais reduzida, mais diminuída. E, claro, vamos ter um agravamento da crise política, de governança e governabilidade", afirmou.

O ministro voltou a criticar a corrupção generalizada no governo, mas se disse feliz porque as instituições brasileiras, em especial o "Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal", estão conseguindo dar conta das investigações.

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"Mas eu também tenho um sentimento negativo. Nós não fomos capazes de ter instituições que prevenissem esse quadro. Nesses últimos 14 ou 15 anos, foi instalado um modelo de governança cleptocrático. E isto nós realmente não tivemos capacidade de evitar", completou. 


Gilmar, que recentemente barrou a nomeação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil, está em Portugal para participar do 4° Seminário Luso-brasileiro de Direito, do qual é coordenador.


O evento, realizado até quinta em Lisboa, terá como palestrantes os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra, além de outros nomes da oposição.
A presença de diversas figuras pró-impeachment tem provocado polêmica. Na abertura do evento, sob vaias e gritos de "não vai ter golpe", Serra foi recebido por um grupo de cerca de 40 brasileiros, que protestava contra o conteúdo do seminário. 


O tucano chegou ao local acompanhado do ministro do STF José Antonio Dias Tofolli, que também foi alvo dos protestos.