Política

Bonecos de Dilma e Lula são 'malhados' em SP e PR

Da Redação ·
André Tambucci/Fotos Públicas
André Tambucci/Fotos Públicas

Manifestantes malharam bonecos representando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde deste sábado (26) em Curitiba e em São Paulo.
Na capital paranaense, o ato foi realizado em frente ao prédio da Justiça Federal e reuniu cerca de 50 pessoas. 

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Em São Paulo, aproximadamente 50 pessoas fizeram o mesmo, igualmente com bonecos de Dilma e de Lula, na avenida Paulista, na altura da sede da Fiesp, onde têm se concentrado os manifestantes favoráveis ao impeachment. 


É tradição malhar bonecos que representam Judas no Sábado de Aleluia. O evento de Curitiba, organizado pelo Movimento Curitiba Contra a Corrupção, havia sido marcado para as 13h13. Manifestantes usavam as cores verde e amarelo, bandeiras do Brasil e camisetas com o rosto do juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Essas vestimentas, vendidas no local por R$ 30, também traziam a expressão "República de Curitiba", em referência ao termo usado pelo ex-presidente Lula ao criticar a operação em uma das conversas gravadas pela Polícia Federal. 

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Após malharem os bonecos, os manifestantes atearam fogo a um outro boneco com camiseta vermelha. Depois, cantaram o hino nacional. "O objetivo do ato não é fomentar a violência. É uma forma de extravasar a revolta que o Brasil tem contra toda essa corrupção", diz o analista de recursos humanos Cristiano Roger, 39, membro do grupo. "Se o [vice-presidente Michel] Temer assumir e não se cuidar, vai cair também." Roger diz que antes de "era de esquerda, mas a esquerda no Brasil é fajuta".
Para a médica Raquel Wal, 50, "o país está ingovernável com a rainha da mandioca". Ela diz não pronunciar os nomes de Dilma e Lula para não "atrair a maldade dos dois". "A prisão do líder da quadrilha será terapêutica para o país", afirma. 


"Assim como Judas traiu Cristo, esses políticos traíram nossa nação", afirma o músico Eder Borges, 32, do movimento Direita Curitiba. Segundo ele, nos próximos atos os manifestantes devem pressionar o PMDB a romper com o governo. 


Neste sábado (26), Moro decidiu soltar nove investigados na Operação Xepa, que apura uma suposta estrutura interna da Odebrecht para pagamento de propinas. No mesmo despacho, ele afirma que "é provável" que mande ao Supremo Tribunal Federal uma lista da empreiteira que cita pagamentos a pelo menos 286 políticos.