Política

No Paraná, Osmar Dias cola em Lula para ser eleito governador

Da Redação ·
 Lula e Osmar Dias (PDT) durante  comício em Curitiba
fonte: Divulgação
Lula e Osmar Dias (PDT) durante comício em Curitiba

O candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT), disse neste sábado (31), em comício ao lado do presidente Lula e da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, que a participação do presidente em sua campanha foi uma exigência para que aceitasse disputar o governo, porque acredita que Lula poderá ser decisivo para sua eleição. "Na eleição passada, esse danado veio aqui e disse para vocês votarem no Requião. E lá se foi minha eleição", disse o senador, que em 2006 perdeu a eleição para Roberto Requião (PMDB) por uma diferença de 10 mil votos.

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Osmar, que iniciou seu discurso com o vocativo "companheiros e companheiras", tradicional do PT, disse que está convencido de ter escolhido os aliados certos para sua campanha. "Demorei um ano e meio para aprender a falar companheiro, mas aprendi bem e não vou esquecer nunca. Apoiei no Senado um governo que tirou 24 milhões de pessoas da pobreza, que transformou o País. E é por isso que estamos aqui. Não queremos voltar ao tempo do apagão, da venda de empresas públicas", declarou. Osmar disse ter visto o presidente Lula chorar, hoje, quando uma moça o abordou para dizer que, depois de ser moradora de rua, conseguiu se formar em psicologia através do Prouni. "É um presidente capaz de chorar com uma história dessas porque sua emoção é do tamanho do amor que tem pelo povo brasileiro", disse.

Lula também lembrou a eleição de 2006, mas disse que são águas passadas e que está comprometido com a campanha de Osmar Dias neste ano. "O Osmar Dias se queixa que em 2006 ele perdeu a eleição por 10 mil votos porque eu vim à Boca Maldita pedir voto para o Requião. E ele (Requião) nem merecia tanto porque não veio ao comício. Mas o Osmar naquela época estava com um olho brilhando para o Alckmin. Agora, fiquei dois anos construindo essa candidatura. Foi duro, foi um parto difícil, mas cedendo aqui e ali, (...) chegamos em 2010 na condição de eu poder pedir ao povo do Paraná que vote no Osmar Dias para governador. Estamos quites, sem mágoa", disse Lula, tocando o dedo mínimo com Osmar no sinal que as crianças costumam utilizar para fazer as pazes.

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Dilma também destacou a força da coligação que os partidos da base do governo federal conseguiram formar no Paraná. "Osmar é o nosso candidato a governador, pessoa em que depositamos total confiança e que será nosso grande parceiro nos nossos mandatos. Ele sempre esteve conosco no Senado, a aliança só demorou para sair porque o Osmar queria essa grande aliança, para ter uma estrutura forte para sua candidatura, com todas as possibilidades de vitória", afirmou.

A presença de Lula e Dilma em Curitiba é vista como estratégica para a campanha de Osmar Dias diminuir a diferença nas pesquisas de intenção de votos na capital, que chega a estar até 30 pontos atrás de seu principal adversário, Beto Richa (PSDB). "O Lula é o maior cabo eleitoral do país. Decidiu a nosso favor uma eleição que estava ameaçada em 2006. O comício pode ainda não refletir 100% nas pesquisas da próxima semana, mas a presença do Lula e da Dilma vai fazer com que a cada dia se consolide mais nossa candidatura, motivando a base a colocar a campanha na rua", disse o governador.

Lula, Dilma, Osmar e os candidatos ao Senado pela coligação PDT/PT/PMDB, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) reuniram cerca de 20 mil pessoas no comício realizado na Boca Maldita, centro de Curitiba.