Política

Pesquisa aponta que Dilma tem 70% de avaliação negativa

Da Redação ·
Pesquisa aponta que Dilma tem 70% de avaliação negativa - Foto: Arquivo
Pesquisa aponta que Dilma tem 70% de avaliação negativa - Foto: Arquivo

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou pesquisa sobre a avaliação popular da presidente Dilma, governos estaduais, expectativa de emprego e outros itens.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 136 municípios, entre os dias 20 e 24 de outubro   A 129ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 20 a 24 de outubro de 2015 e divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. 

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Aborda, também, a expectativa da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Os entrevistados foram questionados sobre crise econômica, Operação Lava Jato e outros assuntos.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 136 municípios de 24 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

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Avaliação de governo e desempenho pessoal da presidente

Federal: A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 8,8% dos entrevistados, contra 70,0% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 15,9% contra 80,7% de desaprovação.

Estadual: 2,4% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 17,3% como bom, 43,1% como regular, 11,8% como ruim e 20,4% como péssimo.

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Municipal: 4,5% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 20,0% como bom, 30,1% como regular, 13,0% como ruim e 30,1% como péssimo.

Expectativa (para os próximos 6 meses)

Emprego: vai melhorar: 14,4%, vai piorar: 55,0%, vai ficar igual: 28,8%

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Renda mensal: vai aumentar: 13,7%, vai diminuir: 35,6%, vai ficar igual: 48,4%

Saúde: vai melhorar: 12,3%, vai piorar: 48,0%, vai ficar igual: 38,6%

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Educação: vai melhorar: 14,3%, vai piorar: 40,6%, vai ficar igual: 43,7%

Segurança pública: vai melhorar: 12,0%, vai piorar: 49,8%, vai ficar igual: 37,0%

CONJUNTURAIS

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Eleições 2018 

1º turno: Intenção de voto espontânea

Aécio Neves: 13,7% Lula: 7,9% Marina Silva: 4,7% Dilma Rousseff: 1,8% Geraldo Alckmin: 1,2% José Serra: 1,1% Jair Bolsonaro: 0,9% Joaquim Barbosa: 0,4% Luciana Genro: 0,2% Branco/Nulo: 17,3% Indecisos: 47,9%

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1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Aécio Neves 32,0%, Lula 21,6%, Marina Silva 21,3% CENÁRIO 2: Marina Silva 27,8%, Lula 23,1%, Geraldo Alckmin 19,9%   CENÁRIO 3: Marina Silva 27,9%, Lula 23,5%, José Serra 19,6%

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2º turno: Intenção de voto estimulada 

CENÁRIO 1: Aécio Neves 45,9%, Lula 28,3% CENÁRIO 2: Geraldo Alckmin 36,4%, Lula 30,2% CENÁRIO 3: José Serra 35,2%, Lula, 30,9% CENÁRIO 4: Aécio Neves 37,7%, Marina Silva, 32,9% CENÁRIO 5: Marina Silva 39,7%, Geraldo Alckmin 25,9%  CENÁRIO 6: Marina Silva 39,6%, José Serra 26,8% 

Pedaladas fiscais

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52,6% têm acompanhado ou ouviram falar sobre o julgamento das contas do Governo Federal feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Desses, 61,3% consideram que o parecer pela rejeição das contas é motivo para realização de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Ainda em relação aos que estão acompanhando ou ouviram falar, 56,1% acreditam que o Congresso Nacional reprovará as contas.

Crise política

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63,9% não têm conhecimento da reforma ministerial realizada pelo Governo Federal em outubro. Para 42,9%, a reforma era necessária. 61,9% acreditam que a reforma não é suficiente para resolver a atual crise política.

Lava Jato e corrupção

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87,2% têm acompanhado ou ouviram falar das investigações no âmbito da operação Lava Jato e que envolvem a Petrobras. Nesse grupo, 69,2% consideram que a presidente Dilma é culpada pela corrupção que está sendo investigada e

68,4% acham que o ex-presidente Lula é culpado. Ainda entre os que acompanham ou ouviram falar das denúncias da Lava Jato, 64,3% não acreditam que os envolvidos em corrupção serão punidos. 

Crise econômica

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80,6% consideram que a presidente Dilma não está sabendo lidar com a crise.

63,6% avaliam que em três anos ou mais será possível resolver a crise em que o país se encontra. 60,9% consideram que a crise mais grave atualmente é a econômica e 35,4% consideram que é a crise política.

86,7% não estão dispostos a pagar mais impostos para ajudar o país a sair mais rápido da crise. 63,5% possuem conta bancária. 70,5% não são a favor da volta da CPMF.

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52,7% temem ficar desempregados pelo desaquecimento da economia brasileira.

84,3% conhecem alguém que ficou desempregado nos últimos seis meses.

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Contas atrasadas

51,6% têm alguma dívida vencida ou a vencer. Entre eles, para 41,7% o valor é de até R$ 1.000. E para 26,6%, o valor vai de R$ 1.001 a R$ 2.000.

30,8% possuem alguma conta ou prestação em atraso. Entre eles, as mais comuns são: cartão de crédito (36,7%), luz (27,3%), crediário em loja (27,1%), água (19,0%), telefone (6,8%), veículo (6,5%), empréstimo no banco (4,7%), aluguel (4,5%), mensalidade escolar (2,8%), casa própria (2,8%), plano de saúde (1,6%), impostos (0,5%). 

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Refugiados

71,3% estão acompanhando a crise de refugiados no mundo. Entre eles, 66,2% acham que o Brasil deve manter as fronteiras abertas para receber refugiados.

69,4% acreditam que o Brasil deve facilitar a regularização da situação dos refugiados no país. 49,0%  não concordam que imigrantes e refugiados recebam recursos do Programa Bolsa Família.

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Smartphone e comunicação

Entre as duas ferramentas que as pessoas mais utilizam para se comunicar, 74,9% citaram o telefone celular. 46,7%, WhatsApp. 18,3%, Facebook. 15,9%, ligações de telefone fixo. 5,4%, mensagem de texto. 0,7%, Skype ou Tango.

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54,8% possuem telefone celular do tipo smartphone. 38,1%, celular do tipo convencional e 7,1% não possuem telefone celular.

47,7% nunca usam celular enquanto dirigem e 5,5% utilizam celular enquanto dirigem para fazer ou receber ligações. 3,2% para fazer ligações e enviar mensagens de texto. 1,6%, para enviar mensagens de texto.

60,6% utilizam o Whatsapp. Entre eles, 84,9% não são a favor da regulamentação do WhatsApp com a cobrança de impostos sobre o serviço.

Jogos olímpicos e paralímpicos

34,1% acreditam que a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 será boa para o país, 33,2% consideram que será ruim e 28,3% acham que não trará vantagens ou desvantagens. 

74,7% acreditam que o Brasil não está preparado para receber os turistas para os jogos Olímpicos e Paralímpicos com relação a segurança. 

Em relação aos aeroportos, 64,4% acreditam que o Brasil não está preparado para receber os turistas para os jogos.

Avaliação das instituições

Confiança: 

Igreja: 50,8% confiam sempre e 14,6% não confiam nunca Forças Armadas: 26,1% confiam sempre e 20,3% não confiam nunca Imprensa: 16,1% confiam sempre e 26,1% não confiam nunca Justiça: 14,2% confiam sempre e 27,5% não confiam nunca Polícia: 10,7% confiam sempre e 28,6% não confiam nunca Governo: 4,1% confiam sempre e 61,1% não confiam nunca Congresso nacional: 3,2% confiam sempre e 55,0% não confiam nunca Partidos políticos: 1,5% confia sempre e 76,2% não confiam nunca

Instituição que mais confia:

1º - Igreja (54,7%) 2º - Forças Armadas (17,0%) 3º - Justiça (7,6%) 4º - Polícia (5,9%) 5º - Imprensa (4,5%) 6º - Congresso Nacional (0,8%) 7º - Governo (0,8%) 8º - Partidos políticos (0,2%)

CONCLUSÃO

Os resultados da 129ª Pesquisa CNT MDA mostram claramente a percepção das pessoas em relação à gravidade das crises econômica e política do país. A avaliação de governo e a aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff continuam negativas. 

Aumenta a preocupação com os rumos da economia, com a elevação do desemprego, com o endividamento da população e com a redução da renda mensal nos próximos meses.

A pesquisa indica que a presidente e o seu governo não estão sabendo lidar com as crises econômica e política e, em consequência, a recuperação do país será demorada.

É importante ressaltar também o crescimento de Marina Silva em todos os cenários, caso a eleição fosse hoje.