Política

Vereadores de Mauá recuam e podem reduzir salários para R$ 820

Da Redação ·
Moradores lotaram sessão da Câmara na segunda-feira em Mauá da Serra (Foto: Wilson Kirche/RPC)
Moradores lotaram sessão da Câmara na segunda-feira em Mauá da Serra (Foto: Wilson Kirche/RPC)

Os vereadores de Mauá da Serra, no norte do Paraná, desistiram na segunda-feira (17) à noite de pedir a saída do padre da cidade, após o sacerdote dizer em uma missa que os parlamentares recebiam salários muito altos. No município, os atuais vereadores recebem salários de R$ 3 mil, mas se reúnem apenas uma vez por semana na Câmara, para votar projetos de interesse da sociedade.

Na sessão desta segunda, os vereadores optaram por cancelar uma audiência que teriam com o bispo, para falar sobre a atuação política do padre Porto de Jesus. O recuo foi decidido após pressão popularem apoio ao padre. Para o religioso, os parlamentares deveriam receber salários abaixo de R$ 1 mil.

Com a Câmara lotada durante a sessão, os parlamentares apresentaram um projeto de lei para reduzir os subsídios que a próxima legislatura vai receber. De acordo com a proposta, os salários atuais seriam reduzidos de R$ 3 mil para R$ 820. Já o projeto de lei deve ser analisado pelas comissões da Câmara, antes de seguir para a votação no Plenário.

A sessão foi tumultuada e houve confusão entre alguns moradores e os parlamentares. Uma vidraça do prédio da Câmara chegou a ser quebrada por uma pedra que foi atirada. Uma pessoa ficou ferida com os estilhaços, mas ninguém foi preso.

APUCARANA - Em Apucarana, uma mobilização recentemente foi iniciada, principalmente pelas redes sociais, para também reduzir os salários dos vereadores que, atualmente, ganham cerca de R$ 8,5 mil mensais. Conforme a proposta dos idealizadores da mobilização, a ideia é que os legisladores municipais apucaranenses recebam um salário mínimo de R$ 788.

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