Política

Novo secretário da Agricultura manterá programas

Da Redação ·

A retomada do programa de conservação dos solos e da água será uma das prioridades do novo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha. No comando da pasta nos próximos nove meses, ele destaca que os programas do governo do Estado executados nos últimos sete anos, na gestão de Roberto Requião e Orlando Pessuti, que estão dando certo junto ao agricultor paranaense, serão mantidos.
 

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Natural de Laranjeiras do Sul, Chandoha foi chefe do núcleo da Secretaria de Campo Mourão nos últimos sete anos. Cursou Agronomia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e como profissional sempre foi muito atuante na iniciativa privada em defesa da agropecuária em associações e órgãos de classe. É conselheiro do CREA-PR – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia –, e membro da comissão técnica de bovinocultura de corte da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
 

Como engenheiro agrônomo, Chandoha conhece os problemas do Paraná e a maioria dos municípios. Portanto, pretende priorizar as ações da Secretaria que estão sendo executadas na maioria dos municípios. “Pretendo fechar com chave de ouro os programas da Secretaria que estão sendo bem-sucedidos”, afirmou.
 

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Para conduzir bem os programas, o secretário destacou que vai trabalhar em sintonia com as empresas vinculadas como Emater, Iapar, Claspar, Ceasa e Codapar, e também com as entidades da iniciativa privada parceiras, como Faep, Fetaep, Ocepar, Fetraf, sindicatos e outras com quem sempre teve bom relacionamento, enfatizou. Segundo Chandoha, em nove meses “dá para fazer muita coisa”.
 

Outro desafio que será mantido, segundo Chandoha, é a continuidade do processo de obtenção do status de Estado livre de febre aftosa, sem vacinação. Segundo o secretário, ele pretende seguir adiante com os compromissos assumidos pelo governo do Estado como a contratação de pessoal que ainda falta para suprimento de cargos vagos e a construção de novas barreiras. “O Paraná será o segundo Estado da federação a conquistar esse reconhecimento, mas ainda temos algumas coisas a cumprir”, observou.
 

O secretário acredita que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá reconhecer o Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação, o que na sua avaliação dará um novo impulso não só à pecuária mas também na comercialização da produção agrícola, já que o Estado ganha um novo status sanitário.
 

Sobre a conservação de solos, Chandoha destaca que essa é uma de suas preocupações. “O Paraná se acomodou e a Secretaria vai retomar suas ações de conscientização junto ao produtor rural”, adianta. Segundo ele, apenas a técnica do plantio direto, tão difundida no Estado, não é suficiente para manter a conservação dos solos. É preciso adotar outras técnicas e também a conservação de rios e lagos, lembrando que a Secretaria da Agricultura dará ênfase ao Programa de Gestão Ambiental Integrada em Microbacias (PGAIM) implantado recentemente em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, Sanepar e Copel.