Política

Justiça Federal aceita nova denúncia contra o ex-deputado André Vargas

Da Redação ·
Justiça Federal aceita nova denúncia contra o ex-deputado André Vargas - (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Justiça Federal aceita nova denúncia contra o ex-deputado André Vargas - (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Justiça Federal aceitou, nesta segunda-feira (29), uma nova denúncia contra o ex-deputado federal André Vargas (sem partido). Vargas foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) junto com a esposa, Eidilaine Soares, e o irmão dele, Leon Vargas à Justiça Federal por lavagem de dinheiro. A investigação faz parte das apurações da Operação Lava Jato que, desde março de 2014, vem buscando indícios de corrupção em contratos envolvendo a Petrobras e outras áreas do serviço público federal.

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Esta nova denúncia se soma a outra feita em maio pelo MPF, dias depois de o ex-deputado e o irmão terem sido presos na 11ª fase da Operação Lava Jato. Naquele processo, os dois respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outro irmão de André Vargas, Milton Vargas Ilário e o publicitário Ricardo Hoffmann foram denunciados pelos mesmos crimes.


De acordo com a nova denúncia, Vargas, a esposa e Leon compraram um apartamento em Londrina, no norte do Paraná, por cerca de R$ 500 mil. A operação, segundo os procuradores, possui indícios de lavagem de dinheiro, já que o imóvel custaria, na verdade, R$ 980 mil. Conforme as investigações, a família de Vargas adquiriu o imóvel pagando cerca de R$ 320 mil, além de fazer um financiamento para quitar o restante do valor pago ao proprietário. No entanto, em depoimento, o antigo dono do imóvel afirmou que recebeu os R$ 980 mil de Vargas. A diferença, afirma o MPF, foi paga informalmente, sem constar nos registros de imóveis ou na declaração de imposto de renda. 

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A Procuradoria diz que o negócio foi feito com a ajuda de Leon, que negociou com a imobiliária, e com a anuência da esposa de André Vargas, que deu o nome para a compra do imóvel. Os procuradores acreditam que a transação aconteceu para que Vargas pudesse esconder parte do dinheiro que teria recebido como propina de uma agência de publicidade que fechou contratos com a Caixa Econômica Federal e com o Ministério da Saúde. Esse suposto caso de corrupção é o que a Justiça apura no primeiro processo contra o ex-deputados, os dois irmãos e o publicitário.