Política

​Nova proposta salarial pode encerrar greve dos servidores públicos no PR

Da Redação ·
Deputados se reuniram reunidos na Assembleia em busca de uma solução para o fim da greve dos professores - Foto: Pedro Oliveira/Alep
Deputados se reuniram reunidos na Assembleia em busca de uma solução para o fim da greve dos professores - Foto: Pedro Oliveira/Alep

Os deputados estaduais do Paraná fecharam na terça-feira (3), um acordo que pode colocar um fim à greve de servidores públicos. De acordo com a proposta, aceita também pelo governo do estado, os servidores vão receber, em outubro deste ano, um aumento de 3,45%, em parcela única.

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O projeto vai garantir ainda reajustes para os servidores públicos até o ano de 2018.

O índice de 3,45% é referente à inflação entre os meses de maio, quando vence a data-base da categoria, a dezembro de 2014. Em janeiro de 2016, os servidores vão receber um novo aumento, com a inflação acumulada em 2015, mais um ponto percentual. A mesma medida será tomada em janeiro de 2017. Em maio de 2017, os servidores vão receber um novo reajuste, em relação ao primeiro quadrimestre do ano. Em 2018, a data-base voltará para o mês de maio, quando será paga a inflação acumulada no último período.

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A proposta partiu de um acordo firmado entre deputados da base aliada e da oposição, junto ao governo do estado.

De acordo com o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o governo se comprometeu a cumprir o pagamento dos reajustes já definidos. Para isso, Romanelli acredita que os pacotes de medidas de austeridade, que incluíram o aumento de vários impostos estaduais, vão garantir os recursos necessários para o compromisso. "Nós tomamos medidas duras, impopulares, é verdade.

Mas nós teremos receita para fazer face às despesas que nós temos", afirmou o deputado. Para ele, o ajuste fiscal poderá dar ao estado as condições para manter não só o salário dos professores, mas das outras categorias estaduais. O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (DEM), lembrou que a proposta teve a participação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e do sindicato dos professores. "Eu falo aqui como presidente da Casa, que abre mão de R$ 87 milhões que viriam para a Assembleia, daquilo que é constitucional, para fazer o entendimento. Portanto, nós queremos dar essa segurança jurídica por três anos, até o final do governo Beto Richa", disse Traiano.

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Para a presidente da FES, Marlei Fernandes de Carvalho, a proposta não significa, exatamente, um acordo. Contudo, ela garantiu que as categorias em greve serão consultadas sobre o projeto, o que poderá colocar um fim à greve. “Não se pode dizer que houve acordo. Eles apresentaram uma proposta, entregaram para o fórum dos servidores, então não significa que haja acordo. Significa que o fórum levará a proposta e cada categoria em greve avaliará de forma independente, se está de acordo, se convocará ou não uma assembleia. É nesse sentido que tivemos hoje o dia todo na Alep e fomos a exaustão na tentativa de melhorar a proposta apresentada pelo governo. Não é uma proposta que agrada na totalidade, é uma proposta mediada e que agora será discutida pelos servidores”, pontuou.

Traiano disse ainda que o projeto de reajuste só será votado pelos deputados depois que os sindicatos em greve se reunirem, durante o feriado e o fim de semana, e indicarem o fim da greve. Contratação A Secretaria de Estado da Educação (Seed) deu início ao processo de contratação de professores temporários por Processo Seletivo Simplificado (PSS) nesta segunda-feira. Serão selecionados profissionais para exercer as funções de professor, professor pedagogo e tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais.

As inscrições poderão ser feitas gratuitamente até o dia 16 de junho pela internet. O PSS é destinado a selecionar profissionais para trabalharem na rede pública estadual de ensino e rede conveniada. De acordo com o governo, as contratações serão válidas apenas para 2015. Podem participar candidatos com no mínimo 18 anos completos e no máximo 69 anos de idade. Não há um número definido de vagas a serem ocupadas. O preenchimento dos cargos, ainda segundo a administração estadual, vai depender da demanda de cada escola. O cadastro e as inscrições serão realizados pela internet.