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Para deputado tucano, presença de Telhada em Direitos Humano é 'surreal'

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GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado estadual Carlos Bezerra (PSDB-SP), nome de consenso para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, avaliou nesta quarta-feira (13)  como "surreal" a presença do deputado estadual Coronel Telhada (PSDB-SP) para o colegiado permanente.
Segundo o tucano, assim como ele próprio, os paulistas e os brasileiros ficaram "espantados" com a indicação do nome do parlamentar feita pelo líder do PSDB ma Casa Legislativa, Carlão Pignatari.
"É surreal, seria a mesma coisa que colocar uma pessoa com o meu perfil para comandar a Rota [tropa de elite da Polícia Militar]. A gente sabe que não vai dar certo e é a mesma situação surreal", criticou. "Está todo mundo tentando entender o porquê", acrescentou.
A indicação do deputado estadual, ex-comandante da Rota, tem sido alvo de críticas de partidos de oposição ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) e divide o próprio PSDB.
Em nota, o Diversidade Tucana, núcleo de diversidade sexual do PSDB, defendeu que o partido reveja a indicação.
Favorável à redução da maioridade penal, Coronel Telhada se descreve como um conservador que procura seguir os mandamentos da Bíblia.
ADIAMENTO
Por falta de quórum, a reunião de instalação da Comissão de Direitos Humanos, marcada para esta quarta-feira (13), foi adiada para a próxima semana.
Ainda que quase todas as cadeiras do plenário estivessem ocupadas por assessores e cidadãos, compareceram apenas quatro deputados estaduais: Adilson Rossi (PSB), Carlos Bezerra (PSDB), Hélio Nishimoto (PSDB) e Luiz Carlos Gondim (Solidariedade).
Ao todo, eram necessárias as presenças de sete de onze deputados estaduais que compõem o colegiado para que a comissão permanente fosse instalada.
As ausências de partidos de oposição, como PT e PSOL, fizeram parte de estratégia das legendas para ganhar tempo nas negociações para composição da presidência da comissão permanente.
O PT pleiteia a vice-presidência do colegiado parlamentar, mas integrantes da base governista defendem que o posto seja entregue ao PSB, partido aliado ao governo estadual.
A ausência também tem como objetivo dar mais uma semana ao PSDB para definir a situação do Coronel Telhada.
Na terça-feira (12), o PT pediu ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), que intervenha na indicação do deputado estadual. O pleito, no entanto, não foi atendido.
Ausente na Comissão de Direitos Humanos, Coronel Telhada não compareceu à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (13), segundo informou um assessor parlamentar.

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