Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Empreiteiro assina acordo de delação e vai devolver R$ 55 milhões

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIO CESAR CARVALHO E FLÁVIO FERREIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran, assinou nesta quarta-feira (13) um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República em Brasília. No trato, ele prometeu revelar o que sabe sobre pagamentos de suborno na Petrobras e outras estatais.
Ele também se comprometeu a pagar uma multa de R$ 55 milhões, a segunda mais alta entre os delatores da Operação Lava Jato (a maior foi paga por um ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, de US$ 97 milhões, o equivalente hoje a R$ 295 milhões).
Nas negociações para o acordo, Pessoa disse que deu R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) no ano passado, negociados com o tesoureiro Edinho Silva, ainda de acordo com Pessoa. A doação, segundo Pessoa, visava evitar retaliações em contratos com a Petrobras, conforme a Folha de S.Paulo revelou no último sábado (10). Atualmente, Edinho ocupa o Ministério da Secretaria de Comunicação Social.
Tanto ele quanto o PT negam ter recebido doações ilegais na campanha do ano passado.
Pessoa também citou o ex-ministro Edison Lobão como beneficiário de propina na época em que era o titular do Ministério das Minas e Energia, no primeiro governo de Dilma Roussef (2011-2014). O empresário contou que Lobão recebeu R$ 1 milhão para não criar empecilhos na obra da usina nuclear de Angra 3.
A UTC conquistou um dos contratos da usina nuclear, obra estimada em R$ 2,9 bilhões, em consórcio formado com a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Todas essas empreiteiras são investigadas pela Lava Jato sob suspeita de terem pago propina para conquistar contratos da Petrobras.
Pessoa e outros dois executivos da Camargo Corrêa que fizeram acordo de delação foram os primeiros investigados a apontar que essa prática de suborno também ocorria em outras empresas públicas.
Pessoa ficou preso de 14 de novembro a 28 de abril, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que ele deveria sair da custódia da Polícia Federal em Curitiba e cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Procurado, o advogado de Lobão, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, não havia sido localizado até as 16h30.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV