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MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após anunciar que a votação para a indicação de Luiz Edson Fachin para o STF (Supremo Tribunal Federal) será feita somente na próxima terça-feira (19), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que não pode "improvisar a apreciação" do nome jurista para não ser responsabilizado por manipular a votação.
"Se você improvisar a apreciação do nome do ministro do Supremo, vai haver quem responsabilize pelo quórum baixo ou quórum alto, e isso arranha a isenção do presidente do Senado", afirmou.
Renan não tem trabalhado a favor do nome do jurista e o adiamento da apreciação contraria a vontade do Palácio do Planalto, que esperava ver o assunto liquidado ainda esta semana.
Questionado sobre o intervalo de uma semana entre a sabatina de Fachin na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, realizada nesta terça (12), e a apreciação de seu nome no plenário da Casa, na próxima semana, Renan afirmou que o histórico é de um "espaço de tempo de mais de 40 dias" nas indicações.
Ainda assim, Renan disse que "não tem previsão" sobre como se dará a votação em plenário.
Interlocutores do governo acreditam que o nome de Fachin será aprovado na terça-feira (19), mas não esperam uma votação tranquila.
A palavra final sobre a indicação será no plenário do Senado, mesmo que a CCJ rejeite a indicação de Fachin.

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