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Dispersa em recepção calorosa no Rio, Dilma comete gafes e troca ministério

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LUCAS VETTORAZZO E MARCO ANTÔNIO MARTINS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A presidente Dilma teve uma recepção calorosa durante inauguração de três condomínios do Minha Casa Minha em Cosmos, zona norte do Rio, na manhã desta terça-feira (12).
Na cidade para três agendas diferentes, Dilma estava dispersa em sua primeira aparição do dia e cometeu ao menos cinco gafes. A primeira foi quando chamou o ministro interino dos Esportes, Ricardo Leyser, de ministro dos Transportes.
Para se corrigir, a presidente chegou a dizer que tinha promovido o ministro de pasta, mas prontamente voltou atrás e disse que não seria promoção trocá-lo do Esporte para o Transporte "porque o Rio vai sediar a maior Olimpíada de todos os tempos". Foi aplaudida pela menção aos jogos.
"Leyser, eu te promovi [a ministro do Transportes]. Não, não promovi, não".
O interino não escapou de uma segunda gafe da presidente, que o chamou de "Glayser" ao invés de Leyser.
Dilma também confundiu por duas vezes o nome de um dos condomínios que estavam sendo entregues, o Vivenda das Gaivotas. A presidente chamou o local de "Recanto das Gaivotas" e "Jardim das Gaivotas".
Foram entregues nesta terça 1.484 unidades do Minha Casa Minha Vida, dispostos em três condomínios: recantos do Paçuaré 1 e 2 e Vivenda das Gaivotas. O bairro de Cosmos fica a cerca de 60 quilômetros do centro do Rio, em uma região dominada por uma milícia paramilitar formada por policiais e bombeiros que explora o transporte irregular e a distribuição de gás e cobra por serviços de segurança.
KASSAB
A presidente Dilma cometeu a quarta gafe quando foi fazer referência ao discurso do ministro Gilberto Kassab (Cidades). O ex-prefeito de São Paulo, ao ressaltar que o governo do PT foi o primeiro do país a colocar de pé um extenso programa de habitação popular, pediu que levantassem as mãos as pessoas que pagavam até R$ 400 de aluguel.
A maior parte das centenas de pessoas presentes levantou a mão, fato que chamou a atenção da presidente.
Quando fez referência ao discurso, Dilma afirmou que milhares de famílias estavam naquele momento deixando de pagar "R$ 300 a 400 mil de aluguel" para ingressar no sonho da casa própria, causando burburinho na plateia.
Dispersa, falando de improviso e demorando para encaixar as frases, a presidente se atrapalhou ao finalizar seu discurso, o que não impediu de ser bastante aplaudida pelas pessoas que receberiam naquele mesmo dia as chaves de suas novas casas.
"Eu digo então para vocês que hoje é mais um, mais um, mais um o que? É mais uma vela no bolo de parabéns do Rio, que será a sede da maior Olimpíada do mundo", encerrou Dilma.
NOVA FASE
A despeito do discurso confuso, a presidente destacou os avanços do Minha Casa Minha Vida e afirmou que ao final da terceira fase do programa cerca de 27 milhões de pessoas terão sido beneficiadas com moradia.
De acordo com Dilma, a terceira etapa construirá três milhões de novas moradias. O programa consiste no financiamento pela Caixa Econômica Federal para moradias populares construídas pelo governo federal.
A presidente lembrou que no governo do ex-presidente Lula foram entregues um milhão de unidades. Em seu governo, até o momento, disse Dilma, foram 2,182 milhões apartamentos entregues e 1,670 milhões em contratos.
"Mesmo tendo que fazer os ajustes para a economia continuar a crescer e gerar ainda mais empregos, nós iremos manter o Minha Casa Minha Vida, fazer ainda mais e melhorar [as novas unidades]", disse.
METRÔ
A presidente visitou, no início da tarde desta terça (12), o túnel da linha 4 do metrô que ligará a zona sul do Rio à zona oeste. Ela tirou "selfies" com funcionários da obra e não falou com os jornalistas.
Dilma estava acompanhada do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do governador Luiz Fernando Pezão. Com eles, percorreu cinco quilômetros do túnel, já com os trilhos por onde vai passar o trem do metrô.
Após cinco minutos no local, Dilma seguiu para o almoço na Gávea Pequena, residência oficial do prefeito do Rio.

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