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Manifestantes promovem panelaço em casamento em que Dilma é madrinha

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GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente Dilma Rousseff foi recebida com vaias em sua chegada ao casamento do cardiologista Roberto Kalil Filho com a endocrinologista Claudia Cozer, na noite deste sábado (9), em São Paulo.
Com panelas e apitos, um grupo de cerca de 25 manifestantes gritou palavras de ordem contra a presidente e seu partido. Foram ouvidos cantos como "Fora, PT" e "Dilma ladra".
A petista era uma das madrinhas do casamento -o cardiologista é médico de Dilma e de outros políticos, como o ex-presidente Lula.
"Eu acho um despropósito, nesse momento de crise, a presidente participar de uma festa como essa", disse o administrador Luiz Alberto, 51, que carregava uma panela e uma colher de pau.
Com o panelaço, moradores de prédios vizinhos ao bufê aderiram ao protesto -o Leopolldo, onde se realizou o casamento, fica no Itaim, bairro de classe alta na zona oeste da capital paulista.
Um dos manifestantes, o empresário Eduan Pinheiro, 34, que se identificou como membro do movimento Acorda Brasil, disse que mais integrantes do grupo participam da manifestação.
Com um cartaz na mão, contra o apoio do governo brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro, a hoteleira Selene Salomão, 49, criticou a postura da presidente em não recriminar a prisão de líderes oposicionistas do país vizinho.
"Isso é um absurdo, o Brasil não merece esse governo federal", dizia ela, que se identificou como integrante do Movimento Brasil Livre.
Além da presidente, nomes como o secretário da Saúde de São Paulo, David Uip, e o senador José Serra (PSDB-SP) foram padrinhos de Kalil e Claudia. Também estiveram na cerimônia a senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo -os dois últimos também foram vaiados.
Políticos da oposição também foram alvo dos manifestantes. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi cobrado a ingressar com um pedido de impeachment contra a presidente.
"Eu votei no senhor e o senhor está nos decepcionando", gritou Adriano Cantelli, 33, funcionário de cartório.

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