Política

Justiça determina retorno de Woidela à Prefeitura de Califórnia

Da Redação ·
O contador foi acusado de ser o mandante do atentado e chegou a ficar preso por seis meses por conta do processo criminal - Foto: Arquivo Tnonline
O contador foi acusado de ser o mandante do atentado e chegou a ficar preso por seis meses por conta do processo criminal - Foto: Arquivo Tnonline

O juiz Gabriel Leão de Oliveira, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Marilândia do Sul, concedeu liminar determinando à Prefeitura de Califórnia a reintegração do contador Luiz Roberto Woidela, o Beto Woidela, nos quadros da administração municipal.

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O documento, emitido anteontem, obriga ainda a Prefeitura a pagar os salários desde quando ele foi demitido do cargo, em fevereiro de 2013.

A liminar atende a uma ação de anulação de processo administrativo disciplinar com antecipação de tutela impetrada pelo advogado Gerôncio Júnior Taborda, do escritório de Advocacia Taborda, de Califórnia. Através de um processo administrativo disciplinar interno da Prefeitura, Beto Woidela foi afastado de suas funções por suposto desvio de recursos do Município na condição de contador e integrante da comissão de licitação. 

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O contador espera que a administração municipal cumpra a liminar. “Vou para a prefeitura e volto a trabalhar como funcionário”, disse ontem Woidela, alegando ter sido acusado injustamente de desvios de recursos.

A prefeita Ana Lúcia Mazeto Gomes (PSDB) disse ontem que a administração municipal tem conhecimento da liminar, porém ainda não foi notificada oficialmente pela Justiça. Mesmo assim a assessoria jurídica, através do advogado Rogel Martins Barbosa, se antecipou e já entrou na Vara da Fazenda Pública de Marilândia do Sul com um recurso de embargo de declaração visando suspender a liminar.

Segundo a prefeita, o mesmo juiz, em outro processo contra Woidela movido pelo Ministério Público, determinou o seu afastamento preventivo das funções na Prefeitura, sem prejuízo de seus salários, até que se encerrem todas as ações de improbidade administrativa e criminais as quais ele responde, que são em torno de seis. Além disso, conforme a prefeita, “o que Woidela questionou no recurso foi o rito processual administrativo em que foi afastado da Prefeitura e não a denúncia de desvio de recursos

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ATENTADO

Além de ação de improbidade administrativa, Woidela também responde a ações por suposto envolvimento no atentado contra a prefeita Ana Lúcia ocorrido em novembro de 2012, depois de ela ter sido eleita. Naquela ocasião ela foi alvejada por vários disparos de arma de fogo por um motoqueiro, quando chegava ao prédio da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), porém saiu ilesa.  O contador foi acusado de ser o mandante do atentado e chegou a ficar preso por seis meses por conta do processo criminal.