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Sete petistas iriam votar contra ajuste, mas decidiram se ausentar da sessão

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RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O grupo de deputados federais do PT que se ausentou na sessão de análise da primeira medida provisória do ajuste fiscal de Dilma Rousseff, na noite de quarta-feira (6), havia decidido votar contra o governo, mas acabou mudando de ideia após a "chuva de petrodólares" que caiu sobre o plenário.
Integrantes da Força Sindical de Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), que estavam nas galerias, despejarem as cédulas sobre a parte do plenário onde se concentra a bancada petista.
Com fotos de Lula e Dilma, as falsas notas faziam alusão ao escândalo do petrolão. "Discordo do mérito das medidas provisórias e do método. Devido ao clima tenso, onde partidos inimigos do PT e do governo baixaram o nível aqui, a gente também não ficou à vontade de votar contra o governo. Então tomamos uma atitude política de nos retirar do plenário", afirmou a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT-CE).
Paulinho promoveu nesta quinta (7) mais um protesto, levando aliados para o Salão Verde da Câmara vestindo sungas recheadas de "petrodólares".
Dez integrantes da bancada de 64 deputados do PT que não votaram a favor do pacote de Dilma mesmo após a pressão de toda a base governista para que o partido exigisse fidelidade total da bancada.
Desses, um votou contra, Welinton Prado (MG). Assis do Couto (PR) está doente e Ságuas Moraes (MT) está com parente adoentado. Os outros sete integram a ala petista que não aceitou avalizar o pacote que restringe direitos trabalhistas e previdenciários.
São eles Luizianne, Erika Kokay (DF), Marcon (RS), Padre João (MG), Pedro Uczai (SC), professora Marcivania (AP) e Zé Carlos (MA).
"Procurei contribuir com o texto, foi minha forma de participar. Várias de minhas emendas foram acatadas", afirmou Padre João, se referindo às flexibilizações feitas nas restrições originalmente propostas pelo governo para o seguro-desemprego, o abono salarial e o seguro-defeso (benefício pago a pescadores em época de restrições à pesca).
Questionado por que não votou a favor após suas emendas terem sido aceitas, ele se esquiva: "Prefiro me conter, o governo vai compreender que eu contribui com o processo. Fico com minha consciência tranquila. Não traí nem trabalhadores nem o governo."
Apesar de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter cobrado o PT pelas ausências, as defecções no PMDB foram maiores: dos 67 deputados peemedebistas, só 50 votaram com o governo. As maiores traições na base dilmista foram registradas no PDT, PP e PTB.

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