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Sete Brasil afirma que auditorias não encontraram irregularidades

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, afirmou nesta quinta-feira (7) à CPI da Petrobras que auditorias externas não encontraram nenhuma irregularidade nos contratos da empresa para a construção de sondas que, de acordo com o ex-diretor Pedro Barusco, foram firmados mediante propina.
A empresa, criada com o apoio da Petrobras para apoiar a construção de 28 sondas destinadas ao pré-sal, entrou na lista das companhias suspeitas de corrupção investigadas na Operação Lava Jato após a delação premiada de Barusco.
Ex-gerente da Petrobras, Barusco foi indicado foi indicado pela estatal para cargo de comando na Sete Brasil. Ele saiu da empresa em agosto de 2013.
Carneiro afirmou que não foram encontrados problemas nas licitações para as sondas.
"A partir do momento que houve a divulgação da Operação Lava Jato, nós da diretoria contratamos algumas empresas especializadas para poderem fazer auditoria completa em todos os contratos e processos da empresa e a conclusão é que não foi encontrada nenhuma irregularidade nos contratos da Sete", declarou.
Segundo ele, após a divulgação da operação, houve retração do mercado de crédito a curto prazo que impediu o pagamento, desde novembro, de todos os estaleiros que constroem as sondas.
"De novembro pra cá, como nós paramos de pagar, dois estaleiros continuaram a operar praticamente sem nenhuma alteração do seu ritmo, mesmo sem receber, e os demais tiveram diferentes situações. Tem estaleiro que diminuiu o ritmo e estaleiro que rompeu o contrato com a Sete Brasil", afirmou.
O investimento total previsto nos projetos da Sete Brasil é de US$ 26,4 bilhões, dos quais 25% viriam de aporte próprio, auxiliado por crédito de curto prazo. Os demais 75% seriam bancados com financiamento de longo prazo do BNDES. O financiamento do banco ainda não foi liberado.

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