Alckmin critica ritmo de votações acelerado do Congresso Nacional
GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma critica indireta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) avaliou nesta terça-feira (5) que o atual ritmo de votação do Congresso Nacional pode prejudicar São Paulo e o Brasil.
O tucano defendeu à bancada federal paulista, em café da manhã no Palácio dos Bandeirantes, a necessidade de uma discussão mais aprofundada de propostas e projetos para evitar que sejam aprovadas de maneira precipitada medidas que causem impactos negativos nas finanças estaduais.
"Nós temos de tomar cuidado com o ritmo de votação", alertou, segundo relato de deputados federais.
No encontro, o tucano sugeriu à bancada paulista que rejeite o Projeto de Lei 45/2015, que fixa alíquota de 3,95% nas vendas para empresas do Simples Nacional. Segundo ele, a iniciativa pode gerar uma perda de receita de R$ 3,5 bilhões ao ano para São Paulo.
O tucano defendeu a aprovação de Projeto de Resolução 01/2013, que altera as alíquotas interestaduais do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), nos termos de convênio firmado no ano passado.
MARTA
Ao todo, participaram do café da manhã deputados federais do PSDB, DEM, PP, PT, PCdoB, entre outros partidos.
Prestes a se filiar ao PSB, e assim ingressar oficialmente na oposição ao governo federal, a senadora Marta Suplicy (sem partido) também esteve presente.
Foi a primeira vez que ela compareceu à sede do governo paulista desde que deixou o PT, na terça-feira passada (28), em movimento que teve o aval do governador de São Paulo.
Na reunião, a senadora sentou-se em lugar de destaque: entre o governador e o vice-governador, Márcio França (PSB).
Segundo relatos, ela propôs no encontro que os parlamentares paulistas formem uma frente para pressionar o Ministério da Saúde a aumentar o teto financeiro na tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) para São Paulo.
