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Estreia de votação eletrônica gera confusão em comissão do Senado

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FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - "Presidente, gritar 'sim' era mais rápido; já tinha acabado a votação", sentenciou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) diante do burburinho na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
A Casa estreou, nesta terça-feira (5), o uso de sistema eletrônico de votação nas comissões, mas o resultado não saiu como o esperado. O lamento do tucano se deu após minutos de confusão e dificuldade dos congressistas em confirmar o voto sobre projeto de lei que estendeu a isenção do Imposto de Renda sobre a aposentadoria de portadores de doenças reumáticas, entre outras.
No comando da votação, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) ensaiou o passo a passo: "Orientação: digitar a chave pública, os três primeiros números da senha do plenário. Digitar a senha completa, de sete dígitos". O caos estava instalado.
"Que senha é essa?", questionou o petista Humberto Costa (PE). "Chave pública...o que é? É o dedo?", questionou outro congressista. "Eu pediria que alguém viesse aqui, porque o computador não está funcionando", reclamou Reguffe (PDT-DF).
Foram cerca de dez minutos entre o início da votação e o anúncio de que o processo estava concluído. "Estamos entrando no mundo digital. A comissão tem que dar o exemplo", disse Lira. "Mas o mundo digital é para simplificar, não para complicar", retrucou Jereissati em seguida.
O sistema faz parte da modernização das votações no Senado, cujo custo foi de quase R$ 4 milhões -o valor inclui despesas com painéis de votação nas comissões, no plenário da Casa e de notebooks com tela sensível ao toque. No mês passado, o painel do plenário paralisou uma votação da Casa por cerca de uma hora.
Encerrada a votação na comissão, na manhã desta terça (5), foram mais três minutos para o sistema computar os votos. "O sistema está pensando", falou Lira, entre risadas dos colegas. O projeto foi aprovado com 19 votos favoráveis. Não houve votos contrários ou abstenções.
"O sistema pensa muito lentamente, presidente", concluiu Álvaro Dias (PSDB-PR).

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