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Cunha reage a Janot e diz que procurador escolhe a quem investigar

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ANDRÉIA SADI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu nesta segunda-feira (4) à petição em que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, chamou de "despropositada" a suspeita de que houve fraude no setor de informática da Casa.
A petição de Janot foi enviada ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki.
Na semana passada, Cunha levantou a hipótese de que registros internos da Câmara foram fraudados para implicá-lo na investigação da Operação Lava Jato. Como divulgou a Folha de S.Paulo, o deputado, alvo inquérito aberto no STF, aparece como autor de arquivos da Câmara que complicam a sua defesa.
À reportagem, Cunha disse nesta segunda-feira (4) achar "estranho" que o procurador tenha "opinião formada" sobre o tema, que está sendo investigado pela polícia legislativa da Câmara.
"Isso só prova o que venho falando: o Procurador-Geral da República escolheu a quem investigar e usa qualquer argumento para justificar", disse. "O procurador quer insistir na tese de procurar algo para tentar me envolver. E isso é fundamento político dele", acrescentou.
Conforme a Folha de S.Paulo revelou na semana passada, os arquivos de computador de dois requerimentos protocolados pela deputada federal Solange Almeida (PMDB-RJ) indicaram como "autor" Eduardo Cunha.
O deputado diz ter a prova documental "tornada pública" de que o requerimento foi autenticado no gabinete de Solange Almeida (PMDB-RJ), autora do documento, e que ela já foi ouvida e negou ter feito os requerimentos a pedido de Cunha.
Os requerimentos pediam que a Câmara solicitasse informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Ministério de Minas e Energia sobre os contratos fechados entre as empresas Mitsui e Petrobras. De acordo com depoimento prestado por um dos delatores da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, os requerimentos foram feitos a pedido do lobista Fernando Soares e visavam pressionar o empresário Julio Camargo a pagar propina no esquema da Petrobras.
Segundo Cunha, o "prejudicado no requerimento também não confirmou" o pedido.

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