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Não há mais espaço para negociação, diz líder do governo sobre ajuste fiscal

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MARINA DIAS E FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após participar nesta segunda-feira (4) de reunião com o vice-presidente Michel Temer, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que "não há mais espaço para negociação" nas medidas do ajuste fiscal referentes às mudanças na legislação trabalhista e previdenciária, com votação prevista para esta semana.
"Não há mais, evidentemente, espaço porque a negociação nas comissões especiais avançou muito e agora é votar no plenário", disse Guimarães.
Articulador político do governo da presidente Dilma Rousseff, Temer reuniu os líderes da base aliada e ministros da área econômica para definir os pontos para a provação das medidas.
Guimarães disse ao final da reunião que a base está "em sintonia" e "a viola está afinada" para garantir a aprovação das medidas do ajuste fiscal.
"O governo está feliz e a base está bem, portanto a sintonia está fina e a viola está afinada para a votação de amanhã", disse o petista.
Segundo ele, a posição do PT, favorável às medidas, é "estratégica" para os demais partidos da base. "O PT engata a primeira marcha, o PMDB, a segunda, e a partir da terceira colocamos o carro para andar na votação".
MUDANÇAS
Relator da Medida Provisória 664, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse após o encontro com Temer que "várias mudanças" foram feitas para "garantir que as regras da previdência sejam mais justas e que nenhum direito do trabalhador seja prejudicado".
"Já fizemos as mudanças necessárias. Acredito que não seja necessário continuar mudando porque aí chegaríamos em um ponto de praticamente não realizar a MP", afirmou.
Ainda de acordo com o deputado, os setores do PT críticos ao ajuste tiveram "muitos de seus anseios atendidos" e, por isso, Zarattini acredita que "vai haver unidade na votação".

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